Co­o­pe­ra­ção ge­ra ga­nhos na gi­nás­ti­ca

Jornal de Angola - - DESPORTO - TE­RE­SA LUÍS |

Os gi­nas­tas na­ci­o­nais be­ne­fi­ci­am, nos pró­xi­mos me­ses, de uma pis­ta fi­xa de tum­bling, que se­rá ofe­re­ci­da pe­la Fe­de­ra­ção Sul-Afri­ca­na de gi­nás­ti­ca, no âm­bi­to da co­o­pe­ra­ção exis­ten­te com a ins­ti­tui­ção que re­ge a mo­da­li­da­de em Angola (FAG).

A pis­ta de tum­bling tem, por nor­ma, 25 me­tros de com­pri­men­to e 185 cen­tí­me­tros de lar­gu­ra. É cons­ti­tuí­da por sec­ções de fi­bra de vi­dro e co­ber­ta por um ro­lo que per­mi­te ao gi­nas­ta cor­rer e sal­tar. O cus­to do apa­re­lho pro­fis­si­o­nal es­ta ava­li­a­do em 35 mil dó­la­res.

Au­xí­lio Ja­cob, pre­si­den­te da FAG, ex­pli­cou que a ofer­ta re­sul­ta da ava­li­a­ção da qua­li­da­de téc­ni­ca dos atle­tas an­go­la­nos, fei­ta pe­los di­ri­gen­tes da Áfri­ca do Sul. “A pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção Sul-Afri­ca­na pe­diu-nos pa­ra ir­mos a Ca­pe Town on­de fun­ci­o­na a ins­ti­tui­ção. Va­mos re­ce­ber a pis­ta de tum­bling a cus­to ze­ro”, dis­se.

O di­ri­gen­te fe­de­ra­ti­vo des­ta­cou ain­da que Angola é o país afri­ca­no com mai­or ní­vel de qua­li­da­de téc­ni­ca, nes­ta dis­ci­pli­na, e o úni­co que não pos­sui uma pis­ta. Os atle­tas que dis­pu­tam os sé­ti­mos Jo­gos da SADC, a de­cor­rer em Lu­an­da no mês de De­zem­bro, po­dem ser os pri­mei­ros a uti­li­zar o apa­re­lho.

“Ne­go­ciá­mos com a Uni­ver­si­da­de Me­to­dis­ta pa­ra ser co­lo­ca­da no pó­lo de Ca­cu­a­co. A pro­vín­cia do Hu­am­bo que con­ta com o cen­tro de trei­na­men­to, tam­bém po­de ser op­ção. Mas é no Bié on­de se pro­du­zem mais atle­tas des­ta dis­ci­pli­na. Te­mos três op­ções e va­mos ava­li­ar com os go­ver­nos pro­vin­ci­ais. O que apre­sen­tar ga­ran­tia da ma­nu­ten­ção do ma­te­ri­al re­ce­be a pis­ta. Tra­ta-se de uma pis­ta pro­fis­si­o­nal, por is­so de­ve ser apli­ca­da num lu­gar on­de não pre­ci­sa de ser re­mo­vi­da mui­tas ve­zes”, con­cluiu o di­ri­gen­te.

O tum­bling é uma dis­ci­pli­na que re­quer, do atle­ta, re­ac­ções di­nâ­mi­cas, per­cep­ção do es­pa­ço, co­or­de­na­ção mo­to­ra, for­ça e co­ra­gem. A exi­bi­ção em pro­va du­ra pou­cos se­gun­dos, mas a es­pe­ci­a­li­da­de re­quer vá­ri­os anos de trei­no pa­ra al­can­çar a pre­ci­são.

Du­ran­te a com­pe­ti­ção, o gi­nas­ta ga­nha ve­lo­ci­da­de e for­ça de im­pul­são e exe­cu­ta, ao lon­go de uma pis­ta de 25 me­tros, uma sé­rie de sal­tos acro­bá­ti­cos e pi­ru­e­tas. Na apre­sen­ta­ção, os atle­tas pro­fis­si­o­nais de ní­vel sé­ni­or, exe­cu­tam exer­cí­ci­os com­pos­tos por dois ou três du­plos mor­tais, com ou sem pi­ru­e­tas. Por re­gra, as sé­ri­es têm du­ra­ção de qua­tro ou cin­co se­gun­dos, com apre­sen­ta­ção de ele­men­tos téc­ni­cos a uma al­tu­ra de três a qua­tro me­tros.

JO­SÉ SO­A­RES

Cri­an­ças an­go­la­nas do­mi­nam a mo­da­li­da­de

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