Bor­ni­to de Sou­sa ga­ran­te trans­pa­rên­cia no pro­ces­so

Jornal de Angola - - POLITICAL - ADELINA INÁCIO |

O mi­nis­tro da Ad­mi­nis­tra­ção do Ter­ri­tó­rio as­se­gu­rou on­tem em Lu­an­da que o Exe­cu­ti­vo es­tá em­pe­nha­do pa­ra que o pro­ces­so de ac­tu­a­li­za­ção de re­gis­to se­ja o mais trans­pa­ren­te pos­sí­vel. Bor­ni­to de Sou­sa, que fa­la­va du­ran­te um pe­que­no-al­mo­ço com jor­na­lis­tas e mem­bros da so­ci­e­da­de ci­vil, deu es­sa ga­ran­tia em fun­ção de acu­sa­ções de al­guns par­ti­dos da opo­si­ção se­gun­do as quais não tem ha­vi­do trans­pa­rên­cia no pro­ces­so.

O mi­nis­tro de­fen­deu a cri­a­ção de es­pa­ços de diá­lo­go e to­le­rân­cia mú­tua pa­ra o êxi­to no pro­ces­so. “Va­mos fa­zer de tu­do pa­ra que o pro­ces­so se­ja o mais trans­pa­ren­te pos­sí­vel e es­te­ja aber­to ao es­cru­tí­nio, à cri­ti­ca cons­tru­ti­va e opi­nião dos par­ti­dos”, afir­mou Bor­ni­to de Sou­sa, re­ve­lan­do que, até on­tem, mais de dois mi­lhões e meio de ci­da­dãos ti­nham fei­to a pro­va de vi­da. Con­fir­mou, pa­ra o fi­nal des­te mês, o iní­cio do pro­ces­so de emis­são de se­gun­da via do car­tão de elei­tor e a re­a­li­za­ção de no­vos re­gis­tos dos ci­da­dãos que com­ple­tam 18 anos até à da­ta das elei­ções.

Ao jus­ti­fi­car a ne­ces­si­da­de da ac­tu­a­li­za­ção do re­gis­to elei­to­ral, Bor­ni­to de Sou­sa in­for­mou que o Exe­cu­ti­vo só vai re­me­ter à Co­mis­são Na­ci­o­nal Elei­to­ral as lis­tas dos ci­da­dãos que fi­si­ca­men­te pro­va­rem que es­tão pre­sen­tes e é em fun­ção des­sa lis­ta que a CNE vai ela­bo­rar os ca­der­nos elei­to­rais. “A Lei es­cla­re­ce que a lis­ta de ci­da­dãos mai­o­res que se­rá re­me­ti­da à CNE não in­clui­rá os ci­da­dãos que não apa­re­ce­rem a fa­zer a pro­va de vi­da”, dis­se o mi­nis­tro, es­cla­re­cen­do, no en­tan­to, que quem não fi­zer pro­va de vi­da não sig­ni­fi­ca que vai ser da­do co­mo mor­to. “Só é da­do co­mo mor­ta a pes­soa de quem, le­gal­men­te, fo­rem fei­tas as pro­vas de que fa­le­ceu”, fri­sou.

Bor­ni­to de Sou­sa re­co­nhe­ceu que mui­tas de­nún­ci­as fei­tas pe­los par­ti­dos po­lí­ti­cos são ver­da­dei­ras e que o Mi­nis­té­rio da Ad­mi­nis­tra­ção do Ter­ri­tó­rio tem es­ti­mu­la­do que sem­pre que hou­ver in­dí­ci­os de ir­re­gu­la­ri­da­de se­jam co­mu­ni­ca­dos aos ór­gãos lo­cais. O mi­nis­tro su­bli­nhou, no en­tan­to, que al­gu­mas de­nún­ci­as não fa­zem sen­ti­do. O Exe­cu­ti­vo tem en­co­ra­ja­do os par­ti­dos po­lí­ti­cos a de­nun­ci­a­rem as fa­lhas do pro­ces­so pa­ra se­rem cor­ri­gi­das.

Bor­ni­to de Sou­sa fa­lou tam­bém da emis­são do bi­lhe­te de iden­ti­da­de e in­for­mou que o Mi­nis­té­rio da Jus­ti­ça in­di­cou que es­ta­vam cri­a­das as con­di­ções pa­ra o re­lan­ça­men­to do pro­ces­so de emis­são do bi­lhe­te de iden­ti­da­de.

Lei do Re­gis­to

O mi­nis­tro pro­nun­ci­ou-se igual­men­te so­bre o fac­to de os par­ti­dos te­rem in­ten­ta­do uma ac­ção no Tri­bu­nal Cons­ti­tu­ci­o­nal pe­din­do que se ve­ri­fi­que a cons­ti­tu­ci­o­na­li­da­de de al­gu­mas dis­po­si­ções da Lei do Re­gis­to Elei­to­ral Ofi­ci­o­so. Bor­ni­to de Sou­sa en­ten­de que es­te é um as­sun­to que de­ve ser re­sol­vi­do pe­lo Tri­bu­nal, mas dei­xou cla­ro que o Mi­nis­té­rio da Ad­mi­nis­tra­ção do Ter­ri­tó­rio de­fen­de que o pro­ces­so de elei­ções tem vá­ri­os in­ter­ve­ni­en­tes. O mi­nis­tro ci­tou al­guns exem­plos pa­ra re­fu­tar a ideia se­gun­do a qual tu­do o que é elei­ções é da com­pe­tên­cia da CNE, pois não en­con­tra su­por­te na lei. “Quem con­vo­ca as elei­ções não é a CNE, mas sim o Pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca. Quem con­fir­ma se um can­di­da­to es­tá em con­di­ções de ser ele­gí­vel é o Tri­bu­nal Cons­ti­tu­ci­o­nal. Quem atri­bui os fun­dos pa­ra os par­ti­dos e os can­di­da­tos não é a CNE mas sim o Exe­cu­ti­vo, atra­vés do Or­ça­men­to”, re­al­çou.

O di­rec­tor na­ci­o­nal pa­ra as Tec­no­lo­gi­as e Apoio aos Pro­ces­sos elei­to­rais, An­tó­nio de Le­mos, ex­pli­cou que pa­ra o pro­ces­so ser mais abran­gen­te, o Mi­nis­té­rio da Ad­mi­nis­tra­ção do Ter­ri­tó­rio for­mou cer­ca de 4.605 ope­ra­do­res. Quan­to à pro­du­ti­vi­da­de do re­gis­to, a pro­vín­cia de Lu­an­da es­tá em pri­mei­ro lu­gar, se­gui­da pe­lo Hu­am­bo, Ben­gue­la, Cu­an­za Sul, Huí­la, Uí­ge, Ma­lan­je e Bié. Quan­to ao cre­den­ci­a­men­to dos fis­cais dos par­ti­dos po­lí­ti­cos, fo­ram cre­den­ci­a­dos 6.337, dos quais 1.831 do MPLA, 1.521 da UNITA e 1.163 da CA­SA-CE. O PRS cre­den­ci­ou 679 fis­cais, a FNLA 646, a APN 319, o PDP-ANA 141 e o Blo­co De­mo­crá­ti­co 37.

JOÃO GO­MES

Mi­nis­tro da Ad­mi­nis­tra­ção do Ter­ri­tó­rio

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