Cré­di­to à economia com su­bi­da li­gei­ra

CO­MI­TÉ DE POLÍTICA MO­NE­TÁ­RIA BNA ins­ta ope­ra­do­res a aca­ta­rem as nor­mas so­bre a ac­tu­a­ção no mer­ca­do cam­bi­al

Jornal de Angola - - ECONOMIA -

O cré­di­to à economia re­gis­tou um au­men­to de 0,80 por cen­to, en­quan­to o cré­di­to bru­to ao Go­ver­no cen­tral (ti­tu­la­do e não ti­tu­la­do) cres­ceu 0,18, du­ran­te o mês de Se­tem­bro, al­tu­ra em que os de­pó­si­tos do Go­ver­no no sis­te­ma ban­cá­rio con­traí­ram em 1,80. Os da­dos vem ex­pres­sos no co­mu­ni­ca­do do Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la (BNA) so­bre o Co­mi­té de Política Mo­ne­tá­ria, di­vul­ga­do on­tem.

No mes­mo pe­río­do, a ta­xa de in­fla­ção, me­di­da pe­lo Ín­di­ce de Pre­ços no Con­su­mi­dor (IPC) da pro­vín­cia de Lu­an­da, foi de 2,14 por cen­to, con­tra os 3,30 do mês an­te­ri­or, in­di­cam os da­dos do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Es­ta­tís­ti­ca (INE), re­to­ma­dos es­ta se­ma­na pe­lo Co­mi­té de Política Mo­ne­tá­ria.

As clas­ses “La­zer, re­cre­a­ção e cultura”, “Bens e ser­vi­ços di­ver­sos” e “Ves­tuá­rio e cal­ça­do” fo­ram as que mais va­ri­a­ram, sen­do as de “Ali­men­ta­ção e be­bi­das não al­coó­li­cas”, “Bens e ser­vi­ços di­ver­sos” e “Ves­tuá­rio e cal­ça­do” as que mais con­tri­buí­ram pa­ra a in­fla­ção re­gis­ta­da no pe­río­do em aná­li­se.

Re­la­ti­va­men­te às de­mais pro­vín­ci­as ob­jec­to de re­co­lha ofi­ci­al do ní­vel ge­ral de pre­ços, por par­te do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Es­ta­tís­ti­ca, o Cu­an­do Cu­ban­go re­gis­tou a ta­xa de in­fla­ção men­sal mais al­ta, com 2,88 por cen­to, e Benguela a mais bai­xa (2,03). A in­fla­ção dos úl­ti­mos do­ze me­ses si­tu­ou-se em 39,44 por cen­to. No mes­mo pe­río­do, a luibor “over­night” (um dia) pas­sou de 13,93 por cen­to pa­ra 14,47, e nas ma­tu­ri­da­des de 3 e 12 me­ses as ta­xas si­tu­a­ram-se em 15,80 por cen­to e 17,61 ao ano, res­pec­ti­va­men­te. Os mei­os de pa­ga­men­tos re­pre­sen­ta­dos pe­lo agre­ga­do M2 di­mi­nuí­ram 0,64 por cen­to em Se­tem­bro e a Ba­se Mo­ne­tá­ria Res­tri­ta em MN con­traiu em 3,76, re­flec­tin­do o con­tro­lo da li­qui­dez na economia. Os ban­cos co­mer­ci­ais ad­qui­ri­ram di­vi­sas no va­lor de 1,397 mil mi­lhões de dó­la­res no mer­ca­do cam­bi­al, dos quais 1,242 mil mi­lhões ao BNA. No mer­ca­do cam­bi­al pri­má­rio, a ta­xa de câm­bio mé­dia do kwan­za, fa­ce ao dó­lar, si­tu­ou-se em 165,89 mi­lhões de kwan­zas, man­ten­do-se es­tá­vel.

Na sequên­cia da aná­li­se efec­tu­a­da se­gun­da-fei­ra à evo­lu­ção dos prin­ci­pais in­di­ca­do­res ma­cro­e­co­nó­mi­cos e ten­do cons­ta­ta­do a ten­dên­cia de de­sa­ce­le­ra­ção dos pre­ços na economia e a pers­pec­ti­va de ma­nu­ten­ção da es­ta­bi­li­da­de da ta­xa de câm­bio de re­fe­rên­cia, o Co­mi­té de Política Mo­ne­tá­ria do BNA de­ci­diu man­ter a ta­xa bá­si­ca de ju­ro - ta­xa BNA - em 16 por cen­to ao ano, a de ju­ro da fa­ci­li­da­de per­ma­nen­te de ce­dên­cia de li­qui­dez em 20 por cen­to ao ano e a de ju­ro da fa­ci­li­da­de per­ma­nen­te de ab­sor­ção de li­qui­dez a se­te di­as em 7,25 por cen­to ao ano.

O Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la ins­ta os ope­ra­do­res do mer­ca­do cam­bi­al a cum­pri­rem ri­go­ro­sa­men­te com as nor­mas que re­gem a sua ac­tu­a­ção, in­cluin­do a de­vi­da pres­ta­ção de in­for­ma­ção. O Co­mi­té de Política Mo­ne­tá­ria do Ban­co Na­ci­o­nal de An­go­la es­te­ve reu­ni­do no dia 31 de Ou­tu­bro de 2016, na sua se­xa­gé­si­ma ses­são or­di­ná­ria, pa­ra ana­li­sar a evo­lu­ção dos in­di­ca­do­res re­la­ti­vos à economia na­ci­o­nal, com re­al­ce pa­ra os sec­to­res re­al, fis­cal, mo­ne­tá­rio e ex­ter­no, bem co­mo o com­por­ta­men­to da economia in­ter­na­ci­o­nal.

O CPM pres­tou uma par­ti­cu­lar aten­ção à tra­jec­tó­ria dos pre­ços na economia, ten­do ve­ri­fi­ca­do uma de­sa­ce­le­ra­ção da in­fla­ção no mês de Se­tem­bro, de­vi­do ao au­men­to da ofer­ta, es­pe­ci­al­men­te de bens ali­men­ta­res e à con­ten­ção da pro­cu­ra.

KINDALA MA­NU­EL

Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Es­ta­tís­ti­ca re­gis­tou uma que­da sig­ni­fi­ca­ti­va nos pre­ços dos bens e ser­vi­ços du­ran­te o mês de Se­tem­bro em Lu­an­da

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