Re­cur­sos do­cu­men­tais do Em­bai­xa­dor

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Pa­ra além de bem do­cu­men­ta­do e in­for­ma­do so­bre as ocor­rên­ci­as mais re­cen­tes do xa­drez po­lí­ti­co an­go­la­no, An­tó­nio Luvualu de Car­va­lho tem le­va­do aos de­ba­tes da­dos es­ta­tís­ti­cos so­bre a evo­lu­ção da edu­ca­ção e da saú­de, e so­bre a fun­ci­o­na­li­da­de das ONG’S, cu­jas in­for­ma­ções vei­cu­la­das, se­gun­do o Em­bai­xa­dor Iti­ne­ran­te , “são mui­tas ve­zes de­tur­pa­das”.

No en­tan­to o re­cur­so ao li­vro “Os nú­me­ros da de­si­gual­da­de em Por­tu­gal, os ri­cos es­tão mes­mo a fi­car mais ri­cos e os po­bres ca­da vez mais po­bres”do eco­no­mis­ta por­tu­guês, Eu­gé­nio Ro­sa, uma obra des­co­nhe­ci­da por mui­tos, foi fun­da­men­tal pa­ra o êxi­to do de­ba­te com João So­a­res. “Em Por­tu­gal, se­gun­do po­de­mos ler na si­nop­se do li­vro, 10% dos mais ri­cos de­têm qua­se 60% de to­da a ri­que­za do país. E con­ti­nu­am a en­ri­que­cer de ano pa­ra ano. Do ou­tro la­do da bar­ri­ca­da, os po­bres es­tão ca­da vez mais po­bres e a clas­se mé­dia per­deu gran­de par­te do seu po­der de com­pra. Es­ta­mos a cons­truir uma so­ci­e­da­de ca­da vez mais de­si­gual, com tu­do o que de ne­ga­ti­vo is­so im­pli­ca: au­men­to da ten­são so­ci­al à di­mi­nui­ção do cres­ci­men­to eco­nó­mi­co. A cri­se agra­vou as de­si­gual­da­des nu­ma di­men­são que es­ca­pa ao olhar dis­traí­do. Mas os nú­me­ros re­co­lhi­dos pe­lo eco­no­mis­ta Eu­gé­nio Ro­sa são cla­ros. O au­tor com­pi­lou e ana­li­sou, em vá­ri­as áre­as, mais de meio sé­cu­lo de da­dos. E deu re­le­vo aos anos da Troi­ka - pe­río­do em que a di­fe­ren­ça en­tre ri­cos e po­bres mais se ex­tre­mou. As con­clu­sões são cho­can­tes. Ao ana­li­sar a ri­que­za sob di­fe­ren­tes ân­gu­los, o au­tor des­co­bre de­si­gual­da­des es­con­di­das. Se ob­ser­var­mos à lu­pa a mais­va­lia cri­a­da pe­los tra­ba­lha­do­res, a pro­pri­e­da­de fi­nan­cei­ra ou pa­tri­mo­ni­al, ou ain­da quem pa­ga ou não im­pos­tos, co­me­ça­mos a per­ce­ber me­lhor a re­al di­men­são da de­si­gual­da­de. Eu­gé­nio Ro­sa apre­sen­ta to­dos os nú­me­ros e ana­li­sa-os à luz do pen­sa­men­to de eco­no­mis­tas co­mo Car­los Fa­ri­nha, Jo­seph Sti­glitz, Mark Blyth ou Tho­mas Pi­ketty. E con­clui que a de­si­gual­da­de na dis­tri­bui­ção de ri­que­za e ren­di­men­tos é um dos mai­o­res tra­vões ao cres­ci­men­to eco­nó­mi­co de Por­tu­gal”.

DR

Uma das fon­tes de An­tó­nio Luvualu

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