Ban­co Sol re­ve­la da­dos do cres­ci­men­to

Jornal de Angola - - ECONOMIA - MA­DA­LE­NA JO­SÉ |

Os activos do Ban­co Sol cres­ce­ram 17 por cen­to até No­vem­bro, pa­ra 384 mil mi­lhões de kwan­zas, que se com­pa­ram com um cres­ci­men­to de 28,9 por cen­to ou 327,6 mil mi­lhões no côm­pu­to de 2015, re­ve­lou on­tem, em Lu­an­da a ad­mi­nis­tra­do­ra exe­cu­ti­va da ins­ti­tui­ção, Ana Te­les Car­rei­ra.

Ao fa­lar na inau­gu­ra­ção 192ª agên­cia da ins­ti­tui­ção, no con­do­mí­nio Be­la Vis­ta, a ad­mi­nis­tra­do­ra afir­mou que o Ban­co Sol es­tá a ali­nhar um pro­ces­so de ex­pan­são com a es­tra­té­gia do Exe­cu­ti­vo de ban­ca­ri­zar a po­pu­la­ção e pro­mo­ver a in­clu­são fi­nan­cei­ra. A no­va agên­cia do Ban­co Sol cus­tou 73 mi­lhões de kwan­zas, foi cons­truí­da em seis me­ses e em­pre­ga oi­to tra­ba­lha­do­res, os qu­ais, se­gun­do Ana Te­les Car­rei­ra, têm a mis­são de cri­ar va­lor atra­vés da co­mer­ci­a­li­za­ção de ser­vi­ços fi­nan­cei­ros ino­va­do­res e per­so­na­li­za­dos, as­sim co­mo pau­tar por pa­drões éti­cos e efi­ca­zes pa­ra trans­mi­tir con­fi­an­ça jun­to dos cli­en­tes.

Em Maio, o pre­si­den­te do seu Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção, Cou­ti­nho Miguel, de­cla­rou que a mag­ni­tu­de das ope­ra­ções do Ban­co Sol con­du­ziu à de­ci­são de aban­do­nar a ma­triz de mi­cro­cré­di­to, com a qu­al a ins­ti­tui­ção foi cri­a­da em 2001, pa­ra adop­tar a de ban­co uni­ver­sal, vo­ca­ci­o­na­da pa­ra a ban­ca de em­pre­sas e de re­ta­lho. O pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção do Ban­co Sol con­si­de­rou que, ca­so con­ti­nu­as­se a ope­rar co­mo ban­co de mi­cro­cré­di­to, a ins­ti­tui­ção não te­ria uma car­tei­ra de de­pó­si­tos co­mo a ve­ri­fi­ca­da em De­zem­bro de 2015.

“É cla­ro que num ce­ná­rio de de­sen­vol­vi­men­to, ten­do em con­ta a di­nâ­mi­ca da vi­da e a re­a­li­da­de eco­nó­mi­ca na­ci­o­nal e in­ter­na­ci­o­nal, o Ban­co Sol é ho­je um ban­co uni­ver­sal. Se con­ti­nuás­se­mos co­mo ban­co de mi­cro­cré­di­to não te­ría­mos es­sa”, su­bli­nhou o ges­tor, ao ex­pli­car as ra­zões da mu­dan­ça de po­si­ci­o­na­men­to.

Ape­sar de pas­sar pa­ra ban­co uni­ver­sal, pros­se­guiu Cou­ti­nho No­bre, a ins­ti­tui­ção con­ti­nua com­pro­me­ti­da com o apoio às pes­so­as mais ca­ren­ci­a­das, aque­las que por ra­zões di­ver­sas es­tão ex­cluí­das da ban­ca clás­si­ca e des­pro­vi­das de ga­ran­ti­as re­ais e pes­so­ais, mas que são pes­so­as eco­no­mi­ca­men­te ac­ti­vas e que po­dem ser apoi­a­das pe­la ban­ca.

O Ban­co Sol ter­mi­nou 2015 com uma car­tei­ra de cré­di­to de 100.613 mi­lhões de kwan­zas, de­pó­si­tos de 277.051 mi­lhões e 23.671 mi­lhões de kwan­zas em ca­pi­tais pró­pri­os, afir­mam nú­me­ros do re­la­tó­rio e con­tas da­que­le pe­río­do, quan­do te­ve um re­sul­ta­do lí­qui­do de 7.458 mi­lhões de kwan­zas.

O ban­co é o no­no em cré­di­to con­ce­di­do, tem uma quo­ta de mer­ca­do de 2,8 por cen­to, um mal pa­ra­do de 5,2 e 620 mil cli­en­tes.

PIPAS CONTREIRAS

Ad­mi­nis­tra­do­ra da ins­ti­tui­ção fi­nan­cei­ra pro­ce­deu on­tem à inau­gu­ra­ção de mais uma agên­cia

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