CARTAS DO LEI­TOR

Jornal de Angola - - OPINIÃO - SUZANA ALEXANDRE| LU­CAS ANTÓNIO| AR­MÉ­NIO SIL­VA | OLIVEIRA JOÃO |

An­go­la­no na CAF

To­mei co­nhe­ci­men­to, com mui­ta sa­tis­fa­ção, da elei­ção de um an­go­la­no, Rui Cam­pos, pa­ra mem­bro do Co­mi­té Exe­cu­ti­vo da Con­fe­de­ra­ção Afri­ca­na de Fu­te­bol (CAF). To­dos os an­go­la­nos de­vem sen­tir-se or­gu­lho­sos de te­rem um com­pa­tri­o­ta na­que­le im­por­tan­te ór­gão da CAF, on­de Rui Cam­pos po­de exer­cer mui­ta in­fluên­cia pa­ra que mui­tas coisas mu­dem no fu­te­bol afri­ca­no.

Co­mo an­go­la­na , de­se­jo que Rui Cam­pos te­nha mui­tos êxi­tos nes­ta sua mis­são na mai­or or­ga­ni­za­ção des­por­ti­va afri­ca­na. Que Rui Cam­pos se fa­ça ro­de­ar de bons qua­dros an­go­la­nos que o pos­sam aju­dar a de­sen­vol­ver a sua ac­ti­vi­da­de em prol do pro­gres­so do fu­te­bol afri­ca­no.

Te­mos de pas­sar a acre­di­tar que há an­go­la­nos em vá­ri­os sec­to­res que po­dem in­te­grar or­ga­ni­za­ções in­ter­na­ci­o­nais . É pre­ci­so que se apos­te nos nos­sos com­pa­tri­o­tas que têm com­pe­tên­ci­as pa­ra es­tar ao mais al­to nível de or­ga­ni­za­ções con­ti­nen­tais e mun­di­ais. Re­cen­te­men­te , uma nos­sa com­pa­tri­o­ta , a en­ge­nhei­ra Jo­se­fa Sac­ko, foi elei­ta pa­ra co­mis­sá­ria da União Afri­ca­na pa­ra o Co­mér­cio Ru­ral e Agri­cul­tu­ra . Es­tas du­as elei­ções, a de Jo­se­fa Sac­ko e de Rui Cam­pos, são bons si­nais, e po­dem, em mi­nha opinião , en­co­ra­jar ou­tros an­go­la­nos a au­men­tar os seus co­nhe­ci­men­tos pa­ra que pos­sam in­te­grar ou­tras or­ga­ni­za­ções in­ter­na­ci­o­nais de di­ver­sa na­tu­re­za. Afi­nal, nós, os an­go­la­nos , te­mos também mui­ta coi­sa pa­ra dar a África e ao mun­do em ter­mos de co­nhe­ci­men­to. Que se in­cen­ti­ve e apoie os nos­sos me­lho­res qua­dros pa­ra que pos­sam in­te­grar or­ga­ni­za­ções in­ter­na­ci­o­nais.

Com­ba­te à có­le­ra

Sei que as nos­sas au­to­ri­da­des sa­ni­tá­ri­as es­tão a fa­zer um gran­de es­for­ço pa­ra se com­ba­ter a có­le­ra no país. Pen­so en­tre­tan­to que de­via ha­ver bri­ga­das pa­ra , de por­ta em por­ta, ex­pli­ca­rem às pes­so­as nos di­fe­ren­tes bair­ros so­bre os cui­da­dos a ter , pa­ra se evi­ta­rem ca­sos de có­le­ra e ou­tras do­en­ças.

Edu­car as pes­so­as é fun­da­men­tal ao nível de pre­ven­ção de do­en­ças. Es­te tra­ba­lho de edu­ca­ção deve en­tre­tan­to ser acom­pa­nha­do por ou­tras me­di­das, co­mo o re­gu­lar abas­te­ci­men­to de água po­tá­vel às po­pu­la­ções . A água evi­ta mui­tas do­en­ças. Há pes­so­as que não têm di­nhei­ro pa­ra com­prar to­dos os dias água pa­ra a lim­pe­za das su­as re­si­dên­ci­as. É pre­ci­so que a re­de de dis­tri­bui­ção de água se alar­gue , pa­ra que ha­ja me­nos do­en­ças. Pre­ve­nir é sem­pre me­lhor do que re­me­di­ar.

Re­gis­to elei­to­ral

O re­gis­to elei­to­ral es­tá na pon­ta fi­nal. Fa­ço um ape­lo, co­mo ci­da­dão an­go­la­no , a to­dos os meus com­pa­tri­o­tas que ain­da não se re­gis­ta­ram e que es­tão em con­di­ções de vo­tar nas pró­xi­mas elei­ções a irem aos pos­tos de re­gis­to elei­to­ral.

Te­mos to­dos de par­ti­ci­par nas elei­ções ge­rais pa­ra a con­so­li­da­ção da nos­sa de­mo­cra­cia. A de­mo­cra­cia é uma coi­sa boa pa­ra o nos­so país, per­mi­te que to­dos os an­go­la­nos pos­sam dar a sua con­tri­bui­ção pa­ra o pro­gres­so de An­go­la.

O país cons­trói-se com mui­tas idei­as. Não de­ve­mos te­mer as con­tra­di­ções. As con­tra­di­ções, no ter­re­no do de­ba­te de idei­as, fa­zem avan­çar o país , pois é no con­fron­to de idei­as que po­de­mos en­con­trar as me­lho­res so­lu­ções pa­ra os nos­sos pro­ble­mas. É sa­lu­tar ou­vir to­das as pes­so­as que têm idei­as pa­ra trans­mi­tir, em par­ti­cu­lar os di­ri­gen­tes dos par­ti­dos po­lí­ti­cos. Os an­go­la­nos pre­ci­sam de co­nhe­cer o que pen­sam to­dos os con­cor­ren­tes ao po­der , a pou­cos me­ses das pró­xi­mas elei­ções ge­rais. É as­sim em de­mo­cra­cia.

Re­cla­ma­ções dos ci­da­dãos

Os ci­da­dãos gos­tam de ser bem aten­di­dos por ser­vi­ços pú­bli­cos . Em mi­nha opinião, deve-se dar opor­tu­ni­da­de aos ci­da­dãos pa­ra apre­sen­ta­rem as su­as re­cla­ma­ções quan­do são mal aten­di­dos por ser­vi­do­res do Es­ta­do.

Pen­so que os ser­vi­ços pú­bli­cos de­vem sem­pre en­co­ra­jar os ci­da­dãos a apre­sen­ta­rem re­cla­ma­ções quan­do acha­rem que não fo­ram bem tra­ta­dos por fun­ci­o­ná­ri­os do Es­ta­do , que têm a obri­ga­ção de re­sol­ver es­te ou aque­le pro­ble­ma.

CASIMIRO PEDRO

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