Me­to­dis­tas con­tra as prá­ti­cas no­ci­vas

Bis­po Gas­par Do­min­gos re­a­fir­ma von­ta­de de tra­ba­lhar com as au­to­ri­da­des do país

Jornal de Angola - - PROVÍNCIAS - AL­FRE­DO FERREIRA

A Igre­ja Me­to­dis­ta Uni­da de An­go­la (IMUA) vai con­ti­nu­ar a tra­ba­lhar com as au­to­ri­da­des go­ver­na­men­tais em ac­ções que vi­sam o com­ba­te a prá­ti­cas no­ci­vas à so­ci­e­da­de, ga­ran­tiu on­tem, em Ca­xi­to, o bis­po Gas­par João Do­min­gos.

O bis­po sa­li­en­tou que o bom cris­tão deve em­pe­nhar-se no com­ba­te aos ví­ci­os, de­di­car-se ao cul­ti­vo es­pi­ri­tu­al, estudo da bí­blia, ob­ser­var os pre­cei­tos da igre­ja e dos mei­os da gra­ça que ela ofe­re­ce, pa­ra que pos­sa atin­gir os ob­jec­ti­vos con­sa­gra­dos na pa­la­vra do Se­nhor.

O lí­der da Igre­ja Me­to­dis­ta em An­go­la fa­lou da ne­ces­si­da­de de os jo­vens da igre­ja e não só con­ti­nu­a­rem no ca­mi­nho da sal­va­ção, anun­ci­an­do e vi­ven­do o Evan­ge­lho de Cris­to.

Ao fa­lar na mis­sa de lou­vor de ac­ção de gra­ças, que mar­cou os fes­te­jos dos 132 anos da fun­da­ção da igre­ja, Gas­par Do­min­gos fez sa­ber que os cris­tãos de­vem con­ti­nu­ar fiéis à pa­la­vra e apos­tar ca­da vez mais na apro­xi­ma­ção da bí­blia.

O bis­po lem­brou que o pa­pel dos fiéis da Igre­ja Me­to­dis­ta é vi­ver cum­prin­do com a mis­são de Cris­to, que se con­subs­tan­cia na expansão do Evan­ge­lho e aju­dar a sal­var a hu­ma­ni­da­de do pe­ca­do.

O se­cre­tá­rio de Es­ta­do da Cul­tu­ra, João Cons­tan­ti­no, con­si­de­rou que a Igre­ja Me­to­dis­ta Uni­da tem si­do um par­cei­ro do Go­ver­no no res­ga­te dos va­lo­res mo­rais e cí­vi­cos, por meio da expansão do Evan­ge­lho.

O res­pon­sá­vel re­fe­riu que, ao lon­go dos 132 anos de exis­tên­cia da igre­ja, vá­ri­os an­go­la­nos e não só fo­ram trans­for­ma­dos atra­vés do Evan­ge­lho e con­tri­buí­ram pa­ra o al­can­ce da In­de­pen­dên­cia Na­ci­o­nal.

Por cau­sa dis­so, o se­cre­tá­rio de Es­ta­do avan­çou que o Go­ver­no vai con­ti­nu­ar ao la­do da igre­ja, no sen­ti­do de po­de­rem es­trei­tar re­la­ções que pos­si­bi­li­tem uni­fi­car o po­vo an­go­la­no em to­dos os as­pec­tos.

O cul­to que mar­cou os 132 anos do me­to­dis­mo foi ain­da tes­te­mu­nha­da pe­la se­cre­tá­ria de Es­ta­do da Fa­mí­lia e Pro­mo­ção da Mu­lher, Vic­tó­ria Fran­cis­co Cor­reia da Con­cei­ção, e pe­lo go­ver­na­dor do Bengo em exer­cí­cio, Do­min­gos Guilherme, além de mais cin­co mil fiéis e bis­pos pro­ve­ni­en­tes das 18 pro­vín­ci­as do país. A Igre­ja Me­to­dis­ta Uni­da em An­go­la foi fun­da­da a 18 de Mar­ço de 1885 e es­tá re­pre­sen­ta­da em to­das as pro­vín­ci­as do país.

O ca­ja­do de Carvalho

O bis­po re­for­ma­do da Igre­ja Me­to­dis­ta Uni­da, Emí­lio de Carvalho, disse que os fiéis têm ser­vi­do de ca­ja­do pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to das co­mu­ni­da­des.

Emí­lio de Carvalho con­si­de­rou a igre­ja co­mo par­te fun­da­men­tal da so­ci­e­da­de que tem a obri­ga­ção de con­tri­buir e ori­en­tar to­dos aque­les que pro­cu­ram a pa­la­vra de Deus. Su­bli­nhou que, du­ran­te a sua tra­jec­tó­ria co­mo bis­po, pri­mou pe­la edu­ca­ção, res­ga­te de va­lo­res mo­rais e acre­di­ta que os seus su­ces­so­res da­rão con­ti­nui­da­de a es­sas obras, pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to do me­to­dis­mo em An­go­la.

Emí­lio de Carvalho, de 84 anos, foi du­ran­te 28 anos o pri­mei­ro bis­po da Igre­ja Me­to­dis­ta em An­go­la e lu­tou pa­ra que a con­gre­ga­ção re­li­gi­o­sa se ins­ta­las­se em to­do o ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal. Em 1961, aquan­do do iní­cio da lu­ta ar­ma­da de li­ber­ta­ção foi per­se­gui­do e preso pe­las au­to­ri­da­des co­lo­ni­ais, que vi­am na sua ac­ti­vi­da­de re­li­gi­o­sa um aten­ta­do à so­be­ra­nia por­tu­gue­sa.

DOMBELE BER­NAR­DO|EDI­ÇÕES NO­VEM­BRO

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