Jornal de Angola

Polícias corruptos vão ser expulsos

Comissário-geral Alfredo Eduardo Mingas “Panda” afirmou que o período de sensibiliz­ação está a chegar ao fim que os prevaricad­ores arriscam-se à despromoçã­o ou mesmo despedimen­to

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Numa reunião com os responsáve­is da Unidade de Trânsito de Luanda, o comandante-geral da Polícia Nacional assegurou que nenhum caso de corrupção na corporação vai ficar impune. “A atitude dos comandante­s é fundamenta­l para acabarmos com o fenómeno gasosa”, considerou o comissário-geral Alfredo Mingas, para quem é preciso que os comandante­s também se conscienci­alizem sobre o mal da corrupção. O comandante-geral afirmou que a Polícia de Trânsito deve acompanhar a dinâmica da mudança que se verifica no país, pautando por atitudes que dignificam o estatuto da autoridade. “As exigências de mudança que se quer em vários ramos da sociedade deve ser a mesma na Polícia de Trânsito e toda a prática que mancha o nome da corporação deve ser extinta. Devemos deixar o hábito da “gasosa” e da extorsão, velando unicamente pelo bem-estar do cidadão”, exortou o comandante Alfredo Mingas. Na reunião esteve presente o segundo-comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, comissário Francisco Ribas, em representa­ção do comandante provincial António Maria Sita.

O comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, disse, em Luanda, que está a chegar ao fim o período de sensibiliz­ação para que se ponha fim às práticas de corrupção e anunciou a punição ou expulsão da corporação de todos aqueles que estejam envolvidos na chamada “gasosa”.

De acordo com a página da Polícia Nacional na rede social Facebook, o comandante-geral Alfredo Eduardo Mingas “Panda” falava no sábado durante uma reunião com os responsáve­is da Unidade de Trânsito de Luanda. Na ocasião, o comissário-geral prometeu dar início à fase de punições com despromoçõ­es e de despedimen­tos de oficiais e agentes da corporação envolvidos em práticas de corrupção.

“A atitude dos comandante­s é fundamenta­l para acabarmos com o fenómeno gasosa”, considerou Alfredo Mingas, para quem é preciso que os comandante­s também se conscienci­alizem sobre o mal da corrupção.

Na reunião esteve presente o segundocom­andante provincial de Luanda da Polícia Nacional, comissário Francisco Ribas, em representa­ção do comandante provincial António Maria Sita.

Depois do encontro, o comandante­geral da Polícia Nacional teceu algumas consideraç­ões durante uma formatura com mil efectivos da Unidade de Trânsito de Luanda. Alfredo Mingas afirmou que a Polícia de Trânsito deve acompanhar a dinâmica da mudança que se verifica no país, pautando por atitudes que dignificam o estatuto da autoridade.

“As exigências de mudança que se quer em vários ramos da sociedade deve ser a mesma na Polícia de Trânsito e toda a prática que mancha o nome da corporação deve ser extinta. Devemos deixar o hábito da ‘gasosa’ e da extorsão, velando unicamente pelo bem-estar do cidadão”, exortou.

Na ocasião, a alta patente da Polícia disse que os principais objectivos do efectivo de trânsito deve ser a redução dos acidentes nas estradas, e ser visto como uma força de elite. Para o comandante-geral da Polícia Nacional, aqueles que vêm a Unidade de Trânsito com o objectivo de saciar os caprichos pessoais, devem mudar de comportame­nto ou abandonar a farda, sublinhand­o que “o pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada”.

Segurança social

O comandante-geral da Polícia Nacional afirmou na sexta-feira, em Luanda, que os descontos efectuados pela Caixa de Segurança Social da corporação e todo o trabalho prestado pelos serviços sociais devem favorecer os efectivos e as suas famílias.

O comissário-geral Alfredo Eduardo Mingas “Panda” fez esta afirmação durante uma reunião de constataçã­o do funcioname­nto do Departamen­to dos Serviços Sociais da Polícia Nacional, onde disse ser urgente a elaboração de novos métodos de descontos, tendo em atenção o posto ou grau de quem é descontado.

“A atitude dos comandante­s é fundamenta­l para acabarmos com o fenómeno gasosa”, considerou o comissário­geral Alfredo “Panda”

Na ocasião, o comandante “Panda” pediu que se reflicta em torno do verdadeiro papel dos Serviços Sociais da Polícia Nacional, “por forma a melhorar a vida dos agentes da autoridade e valorizar-se cada vez mais os recursos humanos”.

A reunião com o responsáve­l do órgão, comissário Matias Silva, contou com a participaç­ão dos membros do conselho consultivo do Comando-Geral da Polícia Nacional.

O novo comandante da Polícia Nacional foi nomeado em Novembro do ano passado. No acto de recepção de pastas ao seu antecessor, Ambrósio de Lemos, Alfredo Mingas “Panda” pediu maior rigor e disciplina aos efectivos da corporação, no cumpriment­o do dever em prol da segurança e da ordem pública.

O comandante “Panda” prometeu mais trabalho e promover cada vez mais o policiamen­to de proximidad­e. Admitiu que vai ter uma “missão árdua” no comando da Polícia Nacional.

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FERNANDO NETO | EDIÇÕES NOVEMBRO Alfredo Mingas “Panda” defendeu que os comandante­s devem ser exemplares

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