Cri­an­ça de 3 anos mor­re após que­da de 6º an­dar

Jornal de Angola - - SOCIEDADE - Cé­sar Esteves

Os ves­tí­gi­os de san­gue acha­dos no chão, on­tem, de­bai­xo do pré­dio da Re­nault, na zo­na do Ba­lei­zão, na Bai­xa de Lu­an­da, era si­nó­ni­mo de que al­gu­ma coi­sa tris­te ti­nha acon­te­ci­do no lo­cal.

A sus­pei­ta é con­fir­ma­da de ime­di­a­to pe­los mo­ra­do­res de que o mes­mo é de uma cri­an­ça de três anos que mor­reu, no do­min­go úl­ti­mo, às 17h30, ao cair do sex­to an­dar.

Ai­da Fe­li­za, mãe da me­ni­na, con­tou ao Jor­nal de An­go­la que tu­do acon­te­ceu quan­do se au­sen­tou de ca­sa, dei­xan­do a fi­lha so­zi­nha, por ape­nas cin­co mi­nu­tos, pa­ra ir bus­car al­guns bi­dões de água de­bai­xo do pré­dio.

A pro­ge­ni­to­ra, de 32 anos e na­tu­ral da pro­vín­cia da Lun­da-Sul, dis­se que an­tes de sair pe­diu à fi­lha pa­ra des­cer com ela mas es­ta não acei­tou, ale­gan­do que pre­fe­ria fi­car em ca­sa.

Ai­da Fe­li­za afir­mou que an­tes de sair fe­chou to­das as ja­ne­las a fim de evi­tar al­gum aci­den­te, mas de na­da adi­an­tou. “Ela ti­rou uma ca­dei­ra, su­biu ne­la, abriu a ja­ne­la e, por achar que ha­via al­gu­ma protecção em bai­xo, de­ci­diu des­cer”, in­for­mou.

A se­nho­ra, que vi­via no apar­ta­men­to com du­as fi­lhas, dis­se que a fi­lha não ti­nha o há­bi­to de es­prei­tar à ja­ne­la e que era uma cri­an­ça mui­to obe­di­en­te.

Ai­da Fe­li­za acon­se­lha às ou­tras mães a “dei­xa­rem os fi­lhos nas mãos do Cri­a­dor. Po­de ha­ver se­gu­ran­ça, mas sem Deus tu­do po­de acon­te­cer”, con­cluiu.

Há 20 anos, du­as ou­tras cri­an­ças ti­ve­ram o mes­mo des­ti­no, as­sim co­mo dois adul­tos que tam­bém mor­re­ram ao caí­rem do re­fe­ri­do pré­dio.

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