Sai­ba se va­le a pe­na pe­dir a apo­sen­ta­do­ria nes­te ano

Quem quer con­ti­nu­ar tra­ba­lhan­do de­ve lem­brar que a Jus­ti­ça des­car­tou o di­rei­to à tro­ca de be­ne­fí­cio

Agora - - Grana -

O se­gu­ra­do que es­tá com­ple­tan­do as con­di­ções pa­ra a apo­sen­ta­do­ria co­me­ça a se per­gun­tar se o me­lhor é ga­ran­tir o be­ne­fí­cio lo­go ou se há van­ta­gem em pas­sar mais um tem­po abas­te­cen­do o ca­das­tro no INSS (Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal do Se­gu­ro So­ci­al).

Se­gun­do as re­gras atu­ais da Pre­vi­dên­cia So­ci­al, há quem se dá bem pe­din­do o be­ne­fí­cio ain­da nes­te ano, co­mo os se­gu­ra­dos que sem­pre re­ce­be­ram o sa­lá­rio mí­ni­mo ou que co­me­ça­ram a con­tri­buir mais tar­de ao INSS.

Os tra­ba­lha­do­res que con­tri­bu­em com va­lo­res bai­xos le­vam van­ta­gem se agen­da­rem a apo­sen­ta­do­ria lo­go, es­pe­ci­al­men­te por­que, mes­mo se adi­a­rem o pe­di­do, di­fi­cil­men­te ga­nha­rão mais e a ten­dên­cia é que re­ce­bam o sa­lá­rio mí­ni­mo, que nes­te ano é de R$ 937.

De­fi­nir qual é o me­lhor mo­men­to de se apo­sen­tar é sem­pre mui­to pes­so­al, pois en­vol­ve fa­to­res emo­ci­o­nais, econô­mi­cos, fí­si­cos e so­ci­ais. Se o se­gu­ra­do já com­ple­tou o tem­po de con­tri­bui­ção mí­ni­mo e re­sol­veu que vai pe­dir o be­ne­fí­cio, en­tão é me­lhor fa­zer o re­que­ri­men­to lo­go.

No dia 1º de dezembro, uma no­va ta­be­la do fa­tor pre­vi­den­ciá­rio en­tra­rá em vi­gor. Co­mo é in­flu­en­ci­a­da pe­la ex­pec­ta­ti­va de vi­da da po­pu­la­ção, a ta­be­la mu­da todos os anos e ge­ra des­con­tos mai­o­res no be­ne­fí­cio por tem­po de con­tri­bui­ção. Por­tan­to, se de­ci­diu se apo­sen­tar, agen­de an­tes de a no­va ta­be­la en­trar em vi­gor. Se pe­dir a apo­sen­ta­do­ria por tem­po de con­tri­bui­ção até o dia 30 de no­vem­bro, o INSS usa­rá a ta­be­la atu­al do fa­tor.

Se che­gou ao 85/95, que dá apo­sen­ta­do­ria sem des­con­to, também não há por­que es­pe­rar mais.

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