O PMDB co­me­mo­rou a der­ro­ta

Correio da Bahia - - Mais -

O PMDB fes­te­ja a ruí­na pe­tis­ta fa­zen­do de con­ta que não per­ce­beu o ta­ma­nho da pró­pria der­ro­ta. Per­deu a pre­fei­tu­ra do Rio e caiu nos úl­ti­mos me­tros da cor­ri­da em São Pau­lo. Ti­nha 1.015 pre­fei­tu­ras, ga­nhou ou­tras 13, po­rém, per­deu mais de 3,5 mi­lhões de vo­tos.

Mi­chel Te­mer con­vi­ve com ín­di­ces amar­gos de de­sem­pre­go, de pro­du­ção in­dus­tri­al e de po­pu­la­ri­da­de. Ele po­de atri­buir o de­sem­pre­go e a con­tra­ção da in­dús­tria a uma he­ran­ça mal­di­ta, mas não po­de des­car­re­gar em Dil­ma Rous­seff a que­da da apro­va­ção de sua ma­nei­ra de go­ver­nar (31% em ju­lho, 28% nes­te mês). As coi­sas vão mal, e nin­guém ga­nha se elas pi­o­ra­rem, mas a cha­ran­ga do Pla­nal­to acre­di­ta que o quadro po­de mu­dar tra­ba­lhan­do-se a opi­nião pú­bli­ca. Tra­ta-se de uma fan­ta­sia de maus an­te­ce­den­tes. Na Disney de Bra­sí­lia, acre­di­ta-se que o pre­si­den­te ga­nha pres­tí­gio vi­a­jan­do pa­ra o ex­te­ri­or. Vai daí, na sex­ta-fei­ra, o dou­tor Mi­chel em­bar­ca­rá pa­ra a Ín­dia e o Ja­pão. Va­le lem­brar que Jo­sé Sar­ney tam­bém acre­di­tou nes­se xa­ro­pe-vi­a­gem. Foi quan­do Fer­nan­do Hen­ri­que Car­do­so co­me­teu uma de su­as fra­ses mais áci­das: “A cri­se vi­a­jou”.

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