O Dia da Ver­go­nha

Correio da Bahia - - Esporte -

Den­tro de cam­po, o des­fe­cho de 2016 pa­ra o Vi­tó­ria é um mis­té­rio. O ti­me que se al­ter­na en­tre bo­as par­ti­das e apre­sen­ta­ções me­do­nhas ain­da não es­tá ga­ran­ti­do na pri­mei­ra di­vi­são. Por is­so, nin­guém sa­be se, em bre­ve, po­de­rá ce­le­brar o dia do alí­vio ou se­rá obri­ga­do a en­ca­rar o dia da que­da. No en­tan­to, pa­ra as ques­tões de fo­ra de cam­po, o Vi­tó­ria já po­de mar­car na fo­lhi­nha uma da­ta des­te ano que se­rá o Dia da Ver­go­nha. Tra­ta-se do dia 10 de de­zem­bro, um sá­ba­do. Nes­ta da­ta, se­rão elei­tos no­vos di­ri­gen­tes pa­ra co­man­dar o ru­bro-ne­gro en­tre 2017 e 2019. Mas, di­fe­ren­te­men­te do que ga­ran­tiu Rai­mun­do Vi­a­na ao as­su­mir a pre­si­dên­cia do clu­be, em 2015, seu su­ces­sor (ele mes­mo?) se­rá es­co­lhi­do em elei­ção in­di­re­ta. Mais uma vez, o só­cio do Es­por­te Clu­be Vi­tó­ria fi­ca­rá im­pe­di­do de es­co­lher, li­vre e de­mo­cra­ti­ca­men­te, o no­me que de­se­jar pa­ra to­car o fu­tu­ro da agre­mi­a­ção.

Não há no­vi­da­de no fa­to de car­to­las bra­si­lei­ros não cum­pri­rem pro­mes­sas, mas a ên­fa­se com que Rai­mun­do Vi­a­na de­cla­ra­va que as elei­ções di­re­tas se­ri­am en­fim im­plan­ta­das pa­re­ce ter fei­to cres­cer a ex­pec­ta­ti­va. De­pois, ao lon­go dos me­ses, fi­cou mais cla­ro que seus di­ze­res sem­pre bas­tan­te en­fá­ti­cos são um tan­to des­co­la­dos da re­a­li­da­de - bas­ta no­tar que, a es­ta al­tu­ra dos acon­te­ci­men­tos, o pre­si­den­te do Vi­tó­ria ain­da bate pé fir­me de que o elen­co ru­bro-ne­gro é um dos me­lho­res da Sé­rie A. Com elei­ções ba­se­a­das em re­gras chei­ran­do a mo­fo, os só­ci­os po­dem, no má­xi­mo, vo­tar nu­ma cha­pa pa­ra o Con­se­lho De­li­be­ra­ti­vo. En­tão, os con­se­lhei­ros elei­tos es­co­lhem o pre­si­den­te, se­guin­do o mes­mo mé­to­do que man­tém o Vi­tó­ria pre­so ao pas­sa­do.

A úni­ca re­vi­ra­vol­ta que po­de acon­te­cer é se o gru­po acas­te­la­do em Ca­na­bra­va há 11 anos per­der o po­der em elei­ções fei­tas com as re­gras que seus pró­pri­os in­te­gran­tes tan­to ma­no­bra­ram pa­ra não mu­dar (mo­der­ni­zar). Há co­le­ti­vos de só­ci­os se ar­ti­cu­lan­do pa­ra mon­tar cha­pas que con­cor­ram ao Con­se­lho De­li­be­ra­ti­vo. Se vo­cê é só­cio do Vi­tó­ria e te­rá pe­lo me­nos 18 me­ses de vín­cu­lo no pró­xi­mo mês de de­zem­bro, pro­cu­re um des­ses gru­pos. Pa­ra con­cor­rer, ca­da cha­pa de­ve apre­sen­tar 270 no­mes, sen­do que 200 se­rão con­se­lhei­ros efe­ti­vos e 70 fi­ca­rão na su­plên­cia.

É cla­ro que tu­do é fei­to pa­ra di­fi­cul­tar o sur­gi­men­to de no­vos no­mes. Não à toa, o Vi­tó­ria só pas­sou a di­vul­gar a lis­ta atu­a­li­za­da de só­ci­os re­cen­te­men­te, após mui­ta pres­são da tor­ci­da e ain­da sem pe­ri­o­di­ci­da­de exa­ta na pu­bli­ca­ção. Além dis­so, va­le lem­brar que, pe­las re­gras atu­ais, se vo­cê for só­cio há tro­cen­tos anos, mas atra­sar a re­no­va­ção em um dia, ba­bau, já era, ze­ra tu­do.

Pos­to o qua­dro, fi­ca bem di­fí­cil rom­per a re­de de po­der es­ta­be­le­ci­da na To­ca do Leão, o que não quer di­zer que é im­pos­sí­vel. En­tão, ca­so pin­te uma sur­pre­sa e os pre­ten­sos do­nos do Vi­tó­ria per­cam uma dis­pu­ta re­a­li­za­da com su­as pró­pri­as re­gras, o dia da elei­ção con­ti­nu­a­rá sen­do o Dia da Ver­go­nha. No ca­so, da ver­go­nha de­les.

Não há no­vi­da­de no fa­to de

car­to­las não cum­pri­rem pro­mes­sas, mas a ên­fa­se com que Rai­mun­do Vi­a­na de­cla­ra­va que as elei­ções

di­re­tas se­ri­am en­fim im­plan­ta­das pa­re­ce ter fei­to cres­cer a ex­pec­ta­ti­va

TEMPINHO

Es­sa se­ma­na, Ce­sár Ci­e­lo anun­ci­ou que es­tá ofi­ci­al­men­te afas­ta­do das pis­ci­nas. Do­no de um ou­ro e dois bron­zes olím­pi­cos e de mais de uma de­ze­na de tí­tu­los mun­di­ais, se so­ma­das as pro­vas em pis­ci­nas lon­ga e cur­ta, Ci­e­lo não deu cer­te­za se o afas­ta­men­to sig­ni­fi­ca apo­sen­ta­do­ria. Afir­ma que, se a sau­da­de da pis­ci­na ba­ter, vol­ta. Pa­ra quem gos­ta de na­ta­ção, o jei­to é aguar­dar. Des­de já, re­gis­tro aqui mi­nha sa­tis­fa­ção por tê-lo vis­to tan­tas ve­zes cor­tan­do a água em al­ta ve­lo­ci­da­de. Ci­e­lo po­de até já ter per­di­do a me­lhor for­ma, mas sem­pre se­rá um mons­tro.

vu­fir­mo@gmail.com

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