Su­pre­mo con­fir­ma que lei dos di­rei­tos au­to­rais é cons­ti­tu­ci­o­nal

Correio da Bahia - - Variedades -

MÚ­SI­CA Por oi­to vo­tos a um, o Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) de­ci­diu on­tem que a lei dos di­rei­tos au­to­rais é cons­ti­tu­ci­o­nal. Em 2013, o Con­gres­so apro­vou uma mo­di­fi­ca­ção na lei que am­pli­ou o pa­pel do go­ver­no na fis­ca­li­za­ção e ar­re­ca­da­ção da re­mu­ne­ra­ção re­ce­bi­da pe­los ar­tis­tas por su­as obras. A mai­o­ria dos mi­nis­tros en­ten­deu que a lei não re­pre­sen­ta in­ter­fe­rên­cia in­de­vi­da do po­der pú­bli­co em in­te­res­ses pri­va­dos, co­mo ale­ga­vam o Es­cri­tó­rio Cen­tral de Ar­re­ca­da­ção e Dis­tri­bui­ção (Ecad) e se­te de as­so­ci­a­ções de ar­tis­tas. O jul­ga­men­to das ações co­me­çou em abril des­te ano e, mes­mo após já pos­suir mai­o­ria (seis vo­tos) a fa­vor da cons­ti­tu­ci­o­na­li­da­de da lei, foi in­ter­rom­pi­do por um pe­di­do de vis­ta do mi­nis­tro Mar­co Au­ré­lio Mel­lo. Mar­co Au­ré­lio anun­ci­ou o seu vo­to nes­ta quin­ta e foi o úni­co a se po­si­ci­o­nar con­tra a lei. Pa­ra ele, a no­va le­gis­la­ção fe­re o prin­cí­pio de li­ber­da­de das as­so­ci­a­ções e, por is­so, é in­cons­ti­tu­ci­o­nal. “Ine­xis­te um meio ter­mo. A li­ber­da­de das as­so­ci­a­ções es­tá ga­ran­ti­da na Cons­ti­tui­ção e é pres­su­pos­to da de­mo­cra­cia. Ca­be ao Su­pre­mo blo­que­ar es­sa ma­té­ria”, dis­se o mi­nis­tro. Na pri­mei­ra eta­pa do jul­ga­men­to, há cer­ca de seis me­ses, o re­la­tor das ações, mi­nis­tro Luiz Fux, con­si­de­rou que a ges­tão ex­clu­si­va do Ecad re­pre­sen­ta­va “ex­ces­so de bu­ro­cra­cia”. Fux tam­bém ava­li­ou que o va­lor de 25% de to­da a ar­re­ca­da­ção re­fe­ren­te a di­rei­tos au­to­rais des­ti­na­do ao Ecad se­ria “des­pro­por­ci­o­nal”. Na mes­ma ses­são, Luís Ro­ber­to Bar­ro­so cri­ti­cou o mo­no­pó­lio do Ecad na fis­ca­li­za­ção e co­bran­ça por di­rei­tos au­to­rais. Além de­le, con­cor­da­ram com o re­la­tor Ro­sa We­ber, Te­o­ri Za­vasc­ki, Ed­son Fa­chin, Cár­men Lú­cia, Di­as Tof­fo­li e Ri­car­do Lewan­dows­ki. Os mi­nis­tros Gil­mar Men­des e Cel­so de Mel­lo não par­ti­ci­pa­ram do jul­ga­men­to.

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