Lu­la, o me­ni­no que le­va a bo­la pa­ra ca­sa

Correio da Bahia - - Mais -

Na ma­nhã da vo­ta­ção do pri­mei­ro tur­no, Lu­la foi a um co­lé­gio de São Bernardo e anun­ci­ou: "O PT vai sur­pre­en­der nes­ta elei­ção". Era o Lu­la de sem­pre, gri­tan­do vi­tó­ria nu­ma greve per­di­da ou anun­ci­an­do triun­fo nu­ma elei­ção con­de­na­da. Aber­tas as ur­nas, os can­di­da­tos do PT fi­ca­ram fo­ra do se­gun­do tur­no em

São Bernardo e São Paulo. Seu en­te­a­do não se re­e­le­geu ve­re­a­dor. O par­ti­do sur­pre­en­deu por­que ti­nha 644 pre­fei­tu­ras e fi­cou com 261. Ca­pi­tal, só a do Acre. De­sas­tres elei­to­rais fa­zem par­te da vi­da, e o de Nos­so Guia fez por on­de. Fo­ra do se­gun­do tur­no na sua ci­da­de, Lu­la anun­ci­ou por meio de um por­ta-voz que tal­vez não vá vo­tar ho­je. Aos 71 anos, tem es­se di­rei­to. Ain­da as­sim, fi­ca na po­si­ção do ga­ro­to que es­tá per­den­do o jo­go e le­va a bo­la pa­ra ca­sa.

São Bernardo não é ape­nas seu do­mi­ci­lio, mas é tam­bém a nas­cen­te elei­to­ral de seu mai­or her­dei­ro po­li­ti­co, o me­ta­lúr­gi­co Luiz Ma­ri­nho. Ele go­ver­na a ci­da­de des­de 2009, de­pois de ter si­do mi­nis­tro do Tra­ba­lho e da Pre­vi­dên­cia. Em 2008, quan­do ele­geu-se pe­la pri­mei­ra vez, fez uma das cam­pa­nhas mais ca­ras do país e foi o can­di­da­to que re­ce­beu mai­or em­pe­nho pes­so­al de Lu­la, in­do a três co­mí­ci­os e uma car­re­a­ta. Des­ta vez, pa­ra não atra­pa­lhar a vi­da de seus cor­re­li­gi­o­ná­ri­os, fi­cou de fo­ra. Lu­la é de uma ge­ra­ção que foi pa­ra a rua pe­din­do mais elei­ções. Não pre­ci­sa­va avi­sar que não pre­ten­de vo­tar, pois se­rão mui­to os sep­tu­a­ge­ná­ri­os que irão às ur­nas. Além dis­so, não se­ria obri­ga­do a vo­tar em qual­quer dos dois can­di­da­tos. Co­mo já en­si­nou o pro­fes­sor San Ti­a­go Dan­tas, "a abs­ten­ção é uma for­ma de vo­to".

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