101 CAN­ÇÕES QUE TO­CA­RAM O BRA­SIL

Correio da Bahia - - Vida -

Caym­mi é um dos in­ven­to­res da Bahia no ima­gi­ná­rio bra­si­lei­ro, ao la­do de Jor­ge Ama­do. Fez ape­nas 84 mú­si­cas, pou­co em quan­ti­da­de, mas com uma qua­li­da­de sen­sa­ci­o­nal. De qual­quer jei­to, é di­fí­cil es­co­lher ape­nas 20 can­ções de um Caym­mi, Chi­co Bu­ar­que, Ca­e­ta­no, Gil... Mo­des­ta­men­te, eu tam­bém te­nho (ri­sos). Quan­do com­pus Sa­vei­ro (1966), com Do­ri Caym­mi, eu nun­ca ido à Bahia ou vis­to um sa­vei­ro na vi­da. Quan­do fi­nal­men­te fui à Bahia uns dois anos de­pois, a Bahia re­al era me­lhor ain­da do que a ima­gi­ná­ria. Até ho­je con­ti­nuo ado­ran­do a Bahia, é um se­gun­do lar para mim. A mú­si­ca tem que ser vis­ta sem­pre no con­tex­to de sua épo­ca. Não dá para com­pa­rar o axé com a mú­si­ca de Caym­mi, por exem­plo. A gran­de con­tri­bui­ção da axé mu­sic é ser uma mú­si­ca de fes­ta para o Bra­sil, den­tro da tra­di­ção de mú­si­cas dan­çan­tes e de ce­le­bra­ção tão pre­sen­tes na cul­tu­ra bai­a­na des­de sem­pre. Meia Lua In­tei­ra, de Car­li­nhos Brown, re­pre­sen­ta o axé no li­vro. É uma mú­si­ca com um po­der rít­mi­co avas­sa­la­dor. Po­de­ria ser tam­bém uma das pri­mei­ras can­ções do Olo­dum.

Es­sa foi ou­tra ques­tão que ti­ve Exa­ta­men­te. Quem di­ria que te­ría­mos sau­da­de do pre­do­mí­nio de Ze­zé Di Ca­mar­go! (ri­sos). Não há du­vi­das so­bre a al­ta qua­li­da­de e re­le­vân­cia da po­e­sia de Dy­lan, es­cri­ta, fa­la­da ou can­ta­da. Mas o pre­mio à sua literatura de cer­ta for­ma di­mi­nu­em seus mé­ri­tos mu­si­cais. O ca­ra tem me­lo­di­as fa­bu­lo­sas, clás­si­cos do pop ame­ri­ca­no

Au­tor Nelson Mot­ta

Edi­to­ra Es­ta­ção Bra­sil/Sex­tan­te)

Pre­ço R$ 59,90 (224 págs.)

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