24h Seis em ca­da dez pre­sos bai­a­nos ain­da aguar­dam jul­ga­men­to

Correio da Bahia - - Bahia -

PES­QUI­SA A Bahia tem 6.632 pre­sos aguar­dan­do jul­ga­men­to de um to­tal de 10.040 de­ten­tos, se­gun­do o Anuá­rio Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, di­vul­ga­do on­tem. Is­so sig­ni­fi­ca que seis em ca­da dez pes­so­as que es­tão atrás das gra­des no es­ta­do não fo­ram con­de­na­das. Es­ses 10.040 de­ten­tos pre­ci­sam, além dis­so, dis­pu­tar

3.542 va­gas es­pe­ci­fi­ca­das pe­los ges­to­res das uni­da­des pa­ra o re­gi­me fe­cha­do, que in­clui os já con­de­na­dos e os pre­sos pro­vi­só­ri­os - uma re­la­ção de 2,83 pre­sos por va­ga. A Bahia é se­gui­da por Per­nam­bu­co (2,35 pre­sos por va­ga) e Ama­pá (2,04). So­bre os da­dos, a Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Ad­mi­nis­tra­ção Pe­ni­ten­ciá­ria e Res­so­ci­a­li­za­ção (Se­ap) foi pro­cu­ra­da, mas não se po­si­ci­o­nou. A pes­qui­sa, do Fó­rum Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, apre­sen­ta ain­da o nú­me­ro de mor­tes por ar­ma de fo­go no es­ta­do, o mai­or do país. São 12 ca­sos do ti­po di­a­ri­a­men­te. Fo­ram 4.652 mor­tes por ar­ma de fo­go em 2014, se­gun­do o Anuá­rio. A Bahia é se­gui­da de per­to por Ce­a­rá, com 3.800; Rio de Ja­nei­ro, com 3.656; e São Pau­lo, com 3.536. A ca­da cin­co mor­tos por agres­são na Bahia, qua­tro são por ar­ma de fo­go. O uso des­se ins­tru­men­to cor­res­pon­de a 78,9% do to­tal. Es­se ti­po de ar­ma é ain­da mais uti­li­za­do em Ala­go­as (86,8%), Rio Gran­de do Nor­te (81,9%) e Ser­gi­pe (81,8%) - to­dos três es­ta­dos do Nor­des­te. Os úni­cos es­ta­dos on­de as ar­mas bran­cas ma­tam mais gen­te do que ar­mas de fo­go são Ro­rai­ma e To­can­tins. De­pois das ar­mas de fo­go, o ins­tru­men­to mais usa­do nes­se ti­po de cri­me são ob­je­tos cor­tan­tes, as cha­ma­das ar­mas bran­cas. Na Bahia, fo­ram 881 mor­tes por ar­mas bran­cas em 2014. Ou­tros ins­tru­men­tos so­mam 364, to­ta­li­zan­do 5.897 mor­tes por agres­são no es­ta­do. No país, as mor­tes por agres­são ocor­rem em mai­or nú­me­ro em São Pau­lo, com 5.940 ca­sos. A Bahia já ha­via si­do apon­ta­da co­mo o es­ta­do com mais mor­tes vi­o­len­tas in­ten­ci­o­nais, de acor­do com uma pré­via do re­la­tó­rio. Ape­sar do al­to nú­me­ro de mor­tos por ar­mas de fo­go, a Bahia apre­en­de me­nos es­se ti­po de ar­ma do que ou­tros es­ta­dos. No Anuá­rio, os pes­qui­sa­do­res apon­tam a fal­ta de po­lí­ti­cas es­pe­cí­fi­cas de apre­en­são de ar­mas nos es­ta­dos. A Bahia apre­en­deu, em 2015, 5.263 ar­mas. O nú­me­ro é a so­ma das apre­en­sões das po­lí­ci­as es­ta­du­ais e fe­de­rais. De 2014 pa­ra 2015, hou­ve um au­men­to de 7,1% nas apre­en­sões. Mes­mo as­sim, a quan­tia des­te ano co­lo­ca a Bahia bem abai­xo de es­ta­dos co­mo Mi­nas Ge­rais (23.227 apre­en­sões), São Pau­lo (18.605) e Ce­a­rá (11.675). Rio de Ja­nei­ro (9.268) e Pa­ra­ná (7.337) tam­bém re­a­li­za­ram mais apre­en­sões do que a Bahia em 2015. A Se­cre­ta­ria da Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca (SSP-BA) dis­se que não há uma ma­nei­ra pa­dro­ni­za­da en­tre to­dos os es­ta­dos pa­ra co­le­tar os da­dos, por is­so, não é pos­sí­vel com­pa­rar. So­bre as apre­en­sões, a pas­ta re­for­çou que hou­ve au­men­to.

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