Re­vi­sões de be­ne­fí­ci­os do INSS po­dem atra­sar

Correio da Bahia - - Economia -

PRE­VI­DÊN­CIA O pro­ces­so de re­vi­são de be­ne­fí­ci­os do INSS - uma me­di­da ado­ta­da pe­lo go­ver­no pa­ra di­mi­nuir o dé­fi­cit da Pre­vi­dên­cia - es­tá em ris­co. Is­so por­que os efei­tos da Me­di­da Pro­vi­só­ria (MP) 739, que per­mi­tiu o pa­ga­men­to de um bô­nus de R$ 60 pa­ra ca­da uma das re­vi­sões de 530 mil au­xí­li­os-do­en­ça e 1,2 mi­lhão de apo­sen­ta­do­ri­as por in­va­li­dez, aca­bam ho­je. Uma MP pas­sa a va­ler as­sim que é pu­bli­ca­da, mas pre­ci­sa ser apro­va­da pe­lo Con­gres­so em um pra­zo de três me­ses, do con­trá­rio per­de a va­li­da­de. A me­di­da, que es­ti­ma uma eco­no­mia de até R$ 6 bi­lhões ao ano, não foi apre­ci­a­da nem pe­la Câ­ma­ra nem pe­lo Se­na­do. Na prá­ti­ca, o INSS po­de se­guir fa­zen­do as re­vi­sões, mas sem o pa­ga­men­to extra às equi­pes mé­di­cas, o cro­no­gra­ma - dois anos - fi­ca comprometido. O mi­nis­tro do Pla­ne­ja­men­to, Dyo­go Oli­vei­ra, afir­mou, na se­ma­na pas­sa­da, que o go­ver­no en­vi­a­ria um pro­je­to de lei com o mes­mo te­or. O pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Ro­dri­go Maia (DEM-RJ), ga­ran­tiu que da­ria ur­gên­cia na tra­mi­ta­ção do pro­je­to, mas há me­do de que a apro­va­ção, nes­te fim de ano, de­mo­re mais do que o go­ver­no es­pe­ra. Não é pos­sí­vel en­vi­ar uma ou­tra me­di­da pro­vi­só­ria por­que uma re­gra proí­be ao Exe­cu­ti­vo de edi­tar du­as MPs com o mes­mo te­or. Uma saí­da se­ria co­lo­car al­guns ter­mos da an­ti­ga MP em ou­tra, es­tra­té­gia cha­ma­da de “con­tra­ban­do”. Até a noi­te de on­tem, po­rém, não ha­via uma de­ci­são no Pa­lá­cio do Pla­nal­to so­bre o as­sun­to.

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