Correio da Bahia

A um ponto do paraíso

- Moysés Suzart moyses.suzart@redebahia.com.br

Na rodada derradeira da Série B, próximo sábado, existem 27 possíveis combinaçõe­s de resultados para definir quem assegura as duas vagas restantes para a Série A de 2017. Em apenas uma o Bahia não estaria com a vaga assegurada. Com 93,4% de chance, segundo a UFMG, o Esquadrão só não subiria em caso de derrota para o Atlético-GO, lá, além dos triunfos de Vasco, diante do Ceará e do Náutico contra o Oeste, ambos em casa.

Talvez por este pequeno detalhe, um único ponto de colisão, o técnico Guto Ferreira prega a cautela, apesar da euforia coletiva sobre o acesso.

“Dentro do nosso ambiente de trabalho, falta um ponto. Não temos nada garantido. Não adianta confiar em uma situação que não está concreta. Na hora que tiver na mão, vou aceitar. O mais fácil e mais difícil é da boca pra fora. A realidade é o que conta. Não adianta se iludir e acompanhar o discurso das pessoas. A realidade não tem sido o que as pessoas falam lá fora”, assegurou o técnico tricolor.

Para o Bahia, resta apenas um ponto para que o acesso seja garantido matematica­mente, sem depender de mais nada. Em caso de um empate de Vasco ou Náutico, até uma derrota diante do Atlético-GO garante o acesso. Logicament­e, não é isto que Guto Ferreira quer.

“Estamos jogando o possível para ultrapassa­r as barreiras e conquistar os resultados. O mais importante é alcançar o objetivo final. Quando estivermos 100% garantidos, na hora que passar a régua, estivermos entre os 4, estarei tranquilo. Até lá, tudo o que se fala externamen­te não tem importânci­a. O que se fala internamen­te é que temos que buscar esse ponto ou mais. Buscar o resultado que nos faça ficar entre os quatro”, prega.

Tricolor tem a faca e o queijo na mão para assegurar o acesso à elite

CARNE E OSSO

A cautela se mistura com a ansiedade. Mesmo se mostrando confiante, mas sem cair no clima de já ganhou, Guto confessa que divide o nervosismo de que tudo acabe logo da melhor forma possível.

“Sou de carne e osso, tenho os mesmos problemas. Sou ansioso, olha o meu tamanho. Mas procuro me manter o mais sereno quando possível até para não transmitir isso para dentro do campo. A cada gol, a gente comemora para descarrega­r, colocar para fora o que sentimos para reequilibr­ar o que absorvemos. Para poder ficar um pouco mais calmo e pensar as coisas certas. Por isso que não é decidido de uma cabeça só. São quatro, cinco, o que fazer, planejamen­to do jogo”, disse.

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Guto quer concentraç­ão para o Bahia conquistar o acesso em Goiânia

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