Por me­re­ci­men­to

Correio da Bahia - - Esporte - Mi­ro Pal­ma, com agên­ci­as mi­ro.pal­ma@re­de­bahia.com.br

O gol do tí­tu­lo do Palmeiras, res­pon­sá­vel por en­cer­rar o je­jum de 22 anos no Cam­pe­o­na­to Bra­si­lei­ro, veio de um dos jo­ga­do­res me­nos ba­da­la­dos do elen­co. O la­te­ral-di­rei­to Fa­bi­a­no, que tem so­men­te 10 jo­gos pe­lo clu­be, en­trou na his­tó­ria al­vi­ver­de ao mar­car con­tra a equi­pe que o pro­je­tou: a Cha­pe­co­en­se.

Até mes­mo na fes­ta pe­la con­quis­ta o he­rói con­ti­nu­ou dis­cre­to. Em uma cam­pa­nha com va­ri­a­dos per­so­na­gens im­por­tan­tes - co­mo o ar­ti­lhei­ro Ga­bri­el Je­sus, o ca­pi­tão Du­du, os go­lei­ros Fer­nan­do Prass e Jail­son, mais o téc­ni­co Cu­ca -, o la­te­ral-di­rei­to re­ser­va é qu­a­se um anô­ni­mo e foi pou­co pro­cu­ra­do pa­ra en­tre­vis­tas. “Fa­zer o gol foi uma ale­gria imen­sa. Fui mui­to cri­ti­ca­do por aqui. Foi o gol mais im­por­tan­te da mi­nha vi­da”, dis­se Fa­bi­a­no, que che­gou nes­te ano ao Palmeiras.

O gol na vi­tó­ria por 1x0 so­bre a Cha­pe­co­en­se, no es­tá­dio Al­li­anz Par­que, em São Pau­lo, foi o pri­mei­ro de­le em ape­nas 10 jo­gos com a ca­mi­sa do clu­be. Fa­bi­a­no veio ao Palmeiras em maio, em­pres­ta­do pe­lo Cru­zei­ro com con­tra­to até o fim do ano. A per­ma­nên­cia es­tá sob sus­pen­se. “Te­nho o meu em­pre­sá­rio de­ci­din­do. Vou dei­xar com ele. Ago­ra eu que­ro mais é cur­tir por­que a gen­te me­re­ce, por tu­do o que a gen­te pas­sou no ano”, afir­mou.

O la­te­ral-di­rei­to de 25 anos é ca­ta­ri­nen­se e co­me­çou a car­rei­ra na Cha­pe­co­en­se, on­de se pro­fis­si­o­na­li­zou na tem­po­ra­da 2009. O jo­ga­dor foi ti­tu­lar du­ran­te to­da a ca­mi­nha­da da equi­pe en­tre a Sé­rie D e o aces­so his­tó­ri­co à Sé­rie A, em 2014. No ano se­guin­te, se­guiu pa­ra o Cru­zei­ro, on­de te­ve pou­cas chan­ces e aca­bou em­pres­ta­do ao Palmeiras.

No clu­be pau­lis­ta, Fa­bi­a­no fi­cou co­mo re­ser­va de Je­an. A ti­tu­la­ri­da­de no jo­go de­ci­si­vo che­gou a ser uma sur­pre­sa, pois Cu­ca pre­fe­riu es­ca­lar o en­tão ti­tu­lar na la­te­ral co­mo vo­lan­te e deu a opor­tu­ni­da­de pa­ra o co­ad­ju­van­te vi­rar o he­rói na vi­tó­ria ma­gra. O gol aos 25 mi­nu­tos do pri­mei­ro tem­po veio após jo­ga­da en­sai­a­da. “Te­nho enor­me res­pei­to pe­la Cha­pe­co­en­se, é o ti­me on­de co­me­cei e pas­sei gran­des mo­men­tos. Mas ti­ve a fe­li­ci­da­de de fa­zer es­se gol his­tó­ri­co con­tra eles”, co­men­tou.

FIM DO JE­JUM

Fo­ram 22 anos sem tí­tu­los do Bra­si­lei­ro. Oi­to mil e ca­tor­ze di­as mais de lu­tas que de gló­ri­as. Mas on­tem, o pal­mei­ren­se pô­de fi­nal­men­te vol­tar a co­me­mo­rar um tí­tu­lo do Bra­si­lei­ro. O Palmeiras con­quis­tou o no­no tí­tu­lo do Bra­si­lei­rão em sua his­tó­ria, sa­gran­do-se, as­sim, o pri­mei­ro ene­a­cam­peão do país. A ta­ça é a pri­mei­ra do Por­co com a fór­mu­la de pon­tos cor­ri­dos do Bra­si­lei­ro, e se so­ma a dois tí­tu­los da Ta­ça Bra­sil (1960 e 1967), dois do Tor­neio Ro­ber­to Go­mes Pe­dro­sa (1967 e 1969) e qua­tro ou­tros Bra­si­lei­ros (1972, 1973, 1993 e 1994).

As­sim, o Palmeiras ul­tra­pas­sa o San­tos, que tem oi­to con­quis­tas até o mo­men­to. Em 2010, a CBF uni­fi­cou as con­quis­tas dos tor­nei­os na­ci­o­nais re­a­li­za­dos a par­tir de 1959 com as do Cam­pe­o­na­to Bra­si­lei­ro, ba­ti­za­do as­sim so­men­te a par­tir de 1971. O Bahia, va­le lem­brar, foi o pri­mei­ro cam­peão do Bra­sil. Na de­ci­são, per­deu um jo­go pa­ra o San­tos de Pe­lé por 2x0 e ven­ceu ou­tros dois: 3x2 e 3x1. O Fla­men­go só de­pen­de de su­as for­ças pa­ra fi­car com o vi­ce-cam­pe­o­na­to bra­si­lei­ro de 2016. O ti­me ca­ri­o­ca le­vou a me­lhor so­bre o San­tos on­tem, no Ma­ra­ca­nã, ven­ceu o du­e­lo da 37ª ro­da­da do Cam­pe­o­na­to Bra­si­lei­ro por 2x0 com gols de Gu­er­re­ro e Di­e­go e ago­ra só pre­ci­sa de uma vi­tó­ria pa­ra ga­ran­tir o se­gun­do lu­gar da com­pe­ti­ção.

A vi­tó­ria le­va o Fla­men­go a 70 pon­tos na ta­be­la, con­tra 68 do San­tos, que cai pa­ra ter­cei­ro. Quem fi­car com o vi­ce-cam­pe­o­na­to te­rá em seus co­fres R$ 3,4 mi­lhões a mais na con­ta, já que o se­gun­do co­lo­ca­do le­va R$ 10,7 mi­lhões, en­quan­to o ter­cei­ro fa­tu­ra R$ 7,3 mi­lhões.

Na úl­ti­ma ro­da­da, po­rém, o San­tos, te­o­ri­ca­men­te, te­rá vi­da mais fá­cil que a do Fla. En­quan­to o ti­me da Vi­la Belmiro re­ce­be o já re­bai­xa­do Amé­ri­ca-MG, o Fla­men­go vi­si­ta o Atlé­ti­co-PR, me­lhor man­dan­te do Bra­si­lei­ro e que ain­da briga por Li­ber­ta­do­res, na Are­na da Bai­xa­da.

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