CON­CES­SÃO DO AE­RO­POR­TO DE SALVADOR

Correio da Bahia - - Mais -

cu­men­to, o lei­lão dos qua­tro ae­ro­por­tos ocor­re­rá si­mul­ta­ne­a­men­te.

Uma das ino­va­ções do no­vo mo­de­lo de edi­tais de lei­lões pro­pos­to é que as em­pre­sas ven­ce­do­ras te­rão que pa­gar 25% do va­lor da ou­tor­ga à vis­ta, além do ágio, e o res­tan­te se­rá pa­go ao lon­go da con­ces­são. “Is­so po­de­rá aju­dar os con­sór­ci­os ven­ce­do­res a ob­ter cré­di­tos no mer­ca­do fi­nan­cei­ro”, dis­se o se­cre­tá­rio exe­cu­ti­vo do Pro­gra­ma de Par­ce­ri­as e In­ves­ti­men­tos (PPI), Mo­rei­ra Fran­co, em en­tre­vis­ta co­le­ti­va. Com as ou­tor­gas, o go­ver­no fe­de­ral es­pe­ra ar­re­ca­dar R$ 3 bi­lhões com a con­ces­são dos qua­tro ae­ro­por­tos.

EDI­TAL E LEI­LÃO

De acor­do com o se­cre­tá­rio-exe­cu­ti­vo do Pro­gra­ma de Par­ce­ria de In­ves­ti­men­tos (PPI), Mo­rei­ra Fran­co, o lei­lão dos ae­ro­por­tos de­ve ge­rar 30 mil em­pre­gos di­re­tos e in­di­re­tos. Se­gun­do ele, os in­ves­ti­do­res te­rão um pra­zo de pou­co mais de 100 di­as en­tre a pu­bli­ca­ção do edi­tal e a re­a­li­za­ção do lei­lão pa­ra ana­li­sar os do­cu­men­tos e vi­a­bi­li­zar pro­pos­tas. “An­tes, o pra­zo era exí­guo”, afir­mou, re­fe­rin­do-se à prá­ti­ca an­te­ri­or do go­ver­no de pu­bli­car o edi­tal ape­nas 30 di­as an­tes da li­ci­ta­ção.

O se­cre­tá­rio-exe­cu­ti­vo res­sal­tou ain­da que o go­ver­no es­tá cum­prin­do o cro­no­gra­ma de con­ces­sões. “Es­ta­mos fa­zen­do tu­do sem ne­nhu­ma pi­ro­tec­nia, com mui­ta aus­te­ri­da­de, cum­prin­do os pra­zos de­fi­ni­dos no ca­len­dá­rio”.

Ou­tra mu­dan­ça no mo­de­lo de con­ces­sões é que a Em­pre­sa Bra­si­lei­ra de In­fra­es­tru­tu­ra Ae­ro­por­tuá­ria (In­fra­e­ro) não irá mais par­ti­ci­par da li­ci­ta­ção, co­mo acon­te­ceu nos lei­lões de ae­ro­por­tos re­a­li­za­dos até ago­ra. As con­ces­si­o­ná­ri­as te­rão que pa­gar R$ 340 mi­lhões pa­ra que a In­fra­e­ro re­a­li­ze um Pro­gra­ma de De­mis­são Vo­lun­tá­ria pa­ra os fun­ci­o­ná­ri­os que hoje tra­ba­lham nes­ses qua­tro ae­ro­por­tos.

O mi­nis­tro dos Trans­por­tes, Mau­rí­cio Quin­tel­la, dis­se que as no­vas re­gras têm ti­do boa acei­ta­ção do mer­ca­do e o go­ver­no es­pe­ra que o lei­lão se­ja bas­tan­te con­cor­ri­do. “Há mui­ta ma­ni­fes­ta­ção de in­te­res­se nos ae­ro­por­tos, de vá­ri­os gru­pos, in­cluin­do bra­si­lei­ros, es­pa­nhóis, fran­ce­ses, ale­mães, suí­ços e por­tu­gue­ses”, dis­se, sem ci­tar no­mes. DE­MAIS AE­RO­POR­TOS

Uma das exi­gên­ci­as es­pe­cí­fi­cas pa­ra o ae­ro­por­to de Por­to Ale­gre é a de­so­cu­pa­ção de um ter­re­no pa­ra a am­pli­a­ção da pis­ta de pou­so e de­co­la­gem. A obri­ga­ção do acor­do com as fa­mí­li­as se­rá do con­ces­si­o­ná­rio com cus­to es­ti­ma­do de R$ 146 mi­lhões.

As­sim co­mo Salvador, o pra­zo de con­ces­são dos ae­ro­por­tos de For­ta­le­za e Flo­ri­a­nó­po­lis se­rá de 30 anos, re­no­vá­veis por mais cin­co. Já o ae­ro­por­to de Por­to Ale­gre se­rá con­ce­di­do por 25 anos, pror­ro­gá­vel por mais cin­co anos. Atu­al­men­te, os qua­tro ter­mi­nais res­pon­dem por 11,6% dos pas­sa­gei­ros, 12,6% das car­gas e 8,6% das ae­ro­na­ves do trá­fe­go aé­reo bra­si­lei­ro. Va­lor mí­ni­mo de in­ves­ti­men­tos R$ 2,35 bi­lhões

In­ter­ven­ções - Fa­se 1B

- Am­pli­a­ção do ter­mi­nal de pas­sa­gei­ros;

- Am­pli­a­ção do es­ta­ci­o­na­men­to (1.630 vagas); - Am­pli­a­ção do pá­tio de ae­ro­na­ves: 17 pon­tes de em­bar­que e 10 po­si­ções re­mo­tas. Cro­no­gra­ma fa­se 1B: 25 me­ses

In­ter­ven­ções - Fa­se 1C

- No­vas me­lho­ri­as no ter­mi­nal de pas­sa­gei­ros; - Cons­tru­ção da pis­ta de pou­so/de­co­la­gem (2.160 m); - Am­pli­a­ção do pá­tio das ae­ro­na­ves: 19 pon­tes de em­bar­que e 8 po­si­ções re­mo­tas; - Am­pli­a­ção do es­ta­ci­o­na­men­to (2.010 vagas).

Ou­tor­ga

- Va­lor mí­ni­mo de ou­tor­ga: R$ 1,24 bi­lhão

(25% à vis­ta + ágio);

- Pra­zo de con­ces­são: 30 anos (pror­ro­gá­vel por + 5 anos); - Re­qui­si­tos de ope­ra­dor: ex­pe­ri­ên­cia de 5 anos e pro­ces­sa­men­to de 9 mi­lhões de pas­sa­gei­ros/ano;

- Con­tri­bui­ção va­riá­vel anu­al ao Fun­do Na­ci­o­nal de Avi­a­ção Ci­vil: 5% da re­cei­ta bru­ta anu­al.

Mo­vi­men­ta­ção

Em 2015 - 9 mi­lhões de pas­sa­gei­ros/ano;

Em 2047 - 36,9 mi­lhões de pas­sa­gei­ros/ano.

Lei­lão

Da­ta: 16/3/2017, na se­de da BMF&Bo­ves­pa.

Ofer­ta ini­ci­al mí­ni­ma: R$ 310 mi­lhões

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