Folha de Londrina

Moradores de Londrina contabiliz­am prejuízos

Defesa Civil registrou 141 ocorrência­s de quedas de árvores; área mais atingida foi a zona leste

- Carolina Avansini Luís Fernando Wiltemburg Reportagem Local

Odia seguinte à forte tempestade que caiu sobre Londrina foi de tentar consertar os estragos causados pelos ventos e enxurradas e contabiliz­ar prejuízos. De acordo com a Defesa Civil do município, a área mais atingida pela temporal que caiu no fim da tarde de segunda-feira (20) foi a região leste de Londrina, na faixa que compreende os bairros jardim Aragarça, Aeroporto, San Fernando, San Izidro, Califórnia, jardim Piza, Monte Belo e adjacência­s. Houve 141 ocorrência­s de quedas de árvores na área urbana do município. Também foram registrado­s destelhame­ntos em oito imóveis e sete pontos de alagamento­s em vias como avenidas Dez de Dezembro, Duque de Caxias, Higienópol­is e Paul Harris. Apenas o Corpo de Bombeiros atendeu 25 casos de quedas de árvores que caíram sobre casas, carros ou estavam obstruindo a passagem por ruas da cidade. Conforme a Defesa Civil, os ventos chegaram a 146 quilômetro­s por hora.

Muitas árvores caíram sobre a fiação elétrica e deixaram pelo menos 15 mil casas sem energia elétrica. A Copel recebeu reforços de 11 equipes da região para trabalhar na reconstruç­ão das redes danificada­s. A Sercomtel também estima que até 15 mil clientes tenham ficado sem acesso a serviços de telefone e internet.

Na avenida Dez de Dezembro, na zona sul, muitas árvores caíram e, até na manhã de terça-feira, galhos ainda bloqueavam a passagem de carros. A ponte da rua Charles Lindemberg, que dá acesso do bairro Califórnia à avenida, já tinha sido fechada para tráfego no início do mês devido às chuvas e ficou ainda mais prejudicad­a. Moradores do entorno relataram que a enxurrada foi muito forte, impedindo inclusive a passagem de carros na Dez de Dezembro.

“Foi assustador”, afirmou o aposentado Geraldo Antônio da Silva, que mora em frente à ponte há 50 anos e garante que nunca viu chuva tão forte. “É uma pena, pois eles trabalham para consertar, vem a chuva e estraga tudo de novo. Para os moradores foi muito ruim terem fechado a ponte novamente, pois é um acesso importante”, lamentou.

O pedreiro Hamilton Alves Dias também mora na vizinhança e estava resignado com a possibilid­ade de demorar muito tempo para a passagem ser liberada. “É ruim até para sair de casa. Hoje mesmo preferi sair de bicicleta a ter que dar a volta toda para chegar do outro lado da ponte”, disse. Ele conta que os acidentes no local são frequentes, pois muitos motoristas não veem o trânsito impedido e freiam bruscament­e.

A Prefeitura comunica que, em casos de quedas de árvores que estão prejudican­do a passagem de pessoas ou veículos, os munícipes estão autorizado­s a realizar o corte. Em seguida, é preciso entrar em contato com a Sema, pelo telefone (43) 3372-4762 ou 33724781, para que seja programada a retirada dos troncos e estes obtenham a destinação correta, dentro de um cronograma de trabalho.

Em caso de alagamento­s, desabament­os ou quedas de árvores em vias públicas, a população deve informar a Defesa Civil no telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros no 193.

Conforme a Defesa Civil, os ventos chegaram a 146 quilômetro­s por hora

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Fotos: SAulo OhArA Muitas árvores caíram na avenida Dez de Dezembro
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Ponte da Charles Lindemberg ficou ainda mais prejudicad­a
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