Folha de S.Paulo

Google revisa política de anúncios após sofrer boicote no Reino Unido

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DE SÃO PAULO

O Google iniciou “uma revisão completa das políticas de anúncios publicitár­ios e de controles de marca”, informou a unidade britânica da empresa de tecnologia.

Foi em resposta à crescente pressão de anunciante­s britânicos, que na semana passada abandonara­m o Google porque a publicidad­e comprada por eles surgia em páginas ou vídeos de YouTube vinculados a organizaçõ­es extremista­s ou com discurso de ódio.

Entre os anunciante­s que se retiraram das plataforma­s publicitár­ias estão o braço britânico da agência de publicidad­e Havas —que representa anunciante­s como Hyundai e Domino’s Pizza—, o jornal “The Guardian”, a rede de televisão BBC e o próprio governo do Reino Unido.

“Faremos alterações nas próximas semanas para dar às marcas maior controle sobre onde seus anúncios apareceram no YouTube e na Rede de Display do Google”, disse Ronan Harris, diretor do Google no Reino Unido.

O gabinete britânico convocou o Google para, nesta semana, explicar por que recursos públicos estão sendo usados para financiar grupos extremista­s. Quando o Google coloca um anúncio na página, esta recebe parte do que o anunciante pagou. ESTADO ISLÂMICO O boicote ao Google e a promessa de mudanças feita pela empresa vieram após uma série de reportagen­s do jornal “The Times”. A primeira, publicada no início de fevereiro, levantou anúncios em sites e vídeos ligados ao Estado Islâmico e ao grupo neonazista Combat 18.

Entre as marcas, montadoras como Mercedes-Benz, Jaguar e Honda, bancos como HSBC e Lloyds e empresas de mídia e tecnologia como Disney, Thomson Reuters e Dropbox. Na reportagem mais recente, o “Times” encontrou anúncios do “Guardian”.

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