In­di­re­ta com Mei­rel­les é a pre­fe­rên­cia do mer­ca­do

Folha De S.Paulo - - Mercado Cristina.frias1@grupofolha.com.br -

En­tre exe­cu­ti­vos do mer­ca­do fi­nan­cei­ro e em­pre­sá­ri­os ou­vi­dos pe­la co­lu­na, o no­me de Hen­ri­que Mei­rel­les, mi­nis­tro da Fa­zen­da, foi o mais men­ci­o­na­do pa­ra um ce­ná­rio de re­nún­cia ou cas­sa­ção do pre­si­den­te Mi­chel Temer.

A vi­são pre­do­mi­nan­te é que se de­ve se­guir a Cons­ti­tui­ção, que de­ter­mi­na a elei­ção in­di­re­ta após 30 di­as de va­cân­cia da pre­si­dên­cia.

O ide­al, ava­li­am, se­ria uma de­ci­são rá­pi­da. Elei­ções di­re­tas to­ma­ri­am mui­to tem­po e jo­ga­ri­am um país em mais incerteza e tur­bu­lên­ci­as.

Mei­rel­les se­ria o no­me ide­al pa­ra que o em­pre­sa­ri­a­do ate­nu­as­se seu sen­ti­men­to de “mor­rer na praia”, de­pois de o país co­me­çar a sen­tir si­nais de re­cu­pe­ra­ção da eco­no­mia e de che­gar tão per­to de ver apro­va­das as re­for­mas tra­ba­lhis­ta e da Pre­vi­dên­cia.

Em­bo­ra a ar­ti­cu­la­ção po­lí­ti­ca pa­ra o avan­ço das re­for­mas ti­ves­se fi­ca­do com o pre­si­den­te e ou­tros mi­nis­tros, a ava­li­a­ção é que Mei­rel­les te­ria con­di­ções de am­pli­ar seu pa­pel.

O fa­to de Mei­rel­les ter si­do pre­si­den­te do con­se­lho de ad­mi­nis­tra­ção da J&F (hol­ding da JBS), não se­ria um obs­tá­cu­lo, se­gun­do exe­cu­ti­vos.

O im­por­tan­te é não pôr a per­der o tra­ba­lho da equi­pe econô­mi­ca, que co­lo­cou o país no ru­mo cer­to, apro­var as re­for­mas, e não afun­dar em um ca­os, opi­nam. Além das es­pe­cu­la­ções, foi um dia de pa­rar tu­do, re­pen­sar —e adi­ar— in­ves­ti­men­tos e emis­sões.

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