PAI­NEL DO LEI­TOR

Folha De S.Paulo - - Opinião -

A se­ção re­ce­be men­sa­gens pelo e-mail lei­tor@gru­po­fo­lha.com.br, pelo fax (11) 3223-1644 e no en­de­re­ço al. Ba­rão de Li­mei­ra, 425, São Pau­lo, CEP 01202-900. A Fo­lha se re­ser­va o di­rei­to de pu­bli­car tre­chos. Car­na­val La­men­tá­vel a pos­tu­ra de João Do­ria —que, a meu ver, vem fa­zen­do um bom tra­ba­lho na pre­fei­tu­ra— quan­do ele diz que o ba­ru­lho dos blo­cos na ave­ni­da 23 de Maio, que atin­giu hos­pi­tais, faz “par­te da no­vi­da­de” (“Ba­lan­ço da fo­lia”, “Co­ti­di­a­no”, 14/2). Se o pre­fei­to ti­ves­se um pa­ren­te em al­gu­ma UTI afe­ta­da pelo ba­ru­lho, ele pen­sa­ria da mes­ma for­ma?

AN­GE­LO SCARLATO

O Car­na­val no Rio de Ja­nei­ro já foi uma fes­ta po­pu­lar com mui­ta ale­gria e brin­ca­dei­ras, mas tor­nou-se a ma­te­ri­a­li­za­ção da de­sor­dem to­tal, com ar­ras­tões, van­da­lis­mo e des­res­pei­to aos tu­ris­tas que nos vi­si­tam. Nin­guém é pou­pa­do. A co­var­dia im­pe­ra, com mar­gi­nais per­se­guin­do as su­as ví­ti­mas.

LUIZ FE­LI­PE SCHITTINI

Hélio Schwarts­man de­fen­de as li­ber­da­des pú­bli­cas pelo aves­so, ao con­de­nar o fe­cha­men­to do mi­o­lo da Vi­la Ma­da­le­na no Car­na­val (“Car­na­val de ex­ce­ção”, “Opi­nião”, 10/2). Es­sa me­di­da foi to­ma­da há três anos, aten­den­do ao ape­lo dos mo­ra­do­res par­ti­ci­pa­ti­vos, com apoio e su­per­vi­são do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co. Ela sur­giu pa­ra pre­ser­var o di­rei­to de ir e vir dos mo­ra­do­res, que, an­tes de­la, du­ran­te o Car­na­val, fi­ca­vam en­car­ce­ra­dos em su­as ca­sas, em uma in­ver­são to­tal do man­da­men­to da de­mo­cra­cia de que a li­ber­da­de de um acaba on­de começa a do ou­tro.

JO­SÉ LUIZ

Eleições Fa­ço eco às pa­la­vras de Mar­ce­lo Co­e­lho (“Va­mos fa­lar de Fer­nan­do Hen­ri­que?”, “Ilus­tra­da”, 14/2). É tris­te não ter­mos ho­ri­zon­te po­lí­ti­co. Quem po­de­rá nos re­pre­sen­tar? O ex-pre­si­den­te Fer­nan­do Hen­ri­que Car­do­so jun­ta-se à clas­se pri­vi­le­gi­a­da e à con­ve­ni­ên­cia do momento. É a se­du­ção das apa­rên­ci­as.

MARIZA BACCI ZAGO

O PSDB es­tá de­ba­ten­do so­bre um fal­so di­le­ma (“As pré­vi­as e o PSDB”, “Ten­dên­ci­as / De­ba­tes”, 14/2). Só há um can­di­da­to: Ge­ral­do Alck­min. Mes­mo com to­das as su­as li­mi­ta­ções, incluindo a fal­ta de ca­ris­ma, nin­guém no par­ti­do tem mais ca­ci­fe pa­ra ser o can­di­da­to [à Pre­si­dên­cia], ain­da que com pou­cas chan­ces de vi­tó­ria. A seu fa­vor, ele tem a van­ta­gem de go­ver­nar São Pau­lo, o que não é pou­co.

CLOVES OLI­VEI­RA

De cer­to mo­do, o go­ver­na­dor da Bahia, Rui Cos­ta (PT), re­co­nhe­ce que o mais im­por­tan­te é a pa­ci­fi­ca­ção do país e que as pes­so­as com ide­o­lo­gi­as opos­tas pos­sam di­a­lo­gar e cons­truir um pro­je­to de Es­ta­do (“In­sa­tis­fa­ção com Ju­di­ciá­rio su­bi­rá se Lu­la for bar­ra­do”, “Po­der”, 14/2). Hoje, não ve­jo ne­nhum dos no­mes pos­tos na me­sa com ca­pa­ci­da­de de li­de­rar um diá­lo­go na­ci­o­nal. O mais pró­xi­mo dis­so, na mi­nha opi­nião, é o de Nel­son Jo­bim. Por que não co­lo­cá-lo na me­sa?

MA­NU­EL RI­BEI­RO FI­LHO

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