TUR­BU­LÊN­CIA

Meiahora - RJ - - ALTO- ASTRAL -

Um avião vo­a­va den­tro da sua ro­ta nor­mal, quan­do, de re­pen­te, co­me­çou a sa­co­le­jar com vi­o­lên­cia. Nes­sa ho­ra, o co­man­dan­te, com aque­la voz fria de pro­fis­si­o­nal do ra­mo, fala pe­lo sis­te­ma in­ter­no de som da ae­ro­na­ve:

— Ca­ros se­nho­res pas­sa­gei­ros, aqui quem fala é o co­man­dan­te Mar­tins. In­for­ma­mos que es­ta­mos pas­san­do por uma ter­rí­vel zo­na de tur­bu­lên­cia e pe­di­mos aos nos­sos pas­sa­gei­ros que se coloquem em po­si­ção fe­tal, ou se­ja, coloquem a ca­be­ça en­tre os jo­e­lhos e abra­cem as pró­pri­as per­nas. De re­pen­te, o avião dá uma cha­co­a­lha­da in­crí­vel e o pi­lo­to con­ti­nua:

— So­li­ci­ta­mos tam­bém que, gen­til­men­te, se­gu­rem a iden­ti­da­de en­tre os den­tes pa­ra me­lhor iden­ti­fi­ca­ção dos cor­pos.

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