JO­GO DOS ER­ROS

Em­pa­te de 1 a 1, com gols de Pa­rá, con­tra, e de Ré­ver, é ruim pa­ra o Fla­men­go e pa­ra o Flu­mi­nen­se. Ru­bro-Ne­gro per­deu a chan­ce de su­bir no G-7. Tri­co­lor ain­da es­tá ame­a­ça­do pelo Z-4.

O Dia - - FRONT PAGE - HU­GO PERRUSO hu­go­per­ru­so@odia.com.br

Dois ti­mes pres­si­o­na­dos por mo­ti­vos dis­tin­tos e que têm mui­to a la­men­tar o jus­to em­pa­te em 1 a 1 no Ma­ra­ca­nã, gols de Pa­rá, con­tra, e Ré­ver. O Fla­men­go se­gue dis­tan­te das pri­mei­ras co­lo­ca­ções no Cam­pe­o­na­to Bra­si­lei­ro e, pelo fu­te­bol apre­sen­ta­do, foi al­vo da ira da tor­ci­da ao fim do jo­go. Pa­ra o Flu­mi­nen­se, o re­sul­ta­do foi me­nos pi­or por­que, ape­sar de com­ple­tar seis ro­da­das sem ven­cer na com­pe­ti­ção, su­biu uma posição na ta­be­la, mas ain­da as­sim tem que la­men­tar mais uma fa­lha de­fen­si­va que com­pro­me­teu a atu­a­ção.

Mes­mo li­mi­ta­do tec­ni­ca­men­te, o ti­me de Abel Bra­ga mos­trou von­ta­de e mais or­ga­ni­za­ção — dan­do or­gu­lho à pou­ca tor­ci­da tri­co­lor que acre­di­tou e foi ao jo­go —, en­quan­to o Fla­men­go não pa­re­cia 100% li­ga­do.

Com dois ti­mes chei­os de mu­dan­ças, o Flu­mi­nen­se co­me­çou me­lhor. Com Wen­del bar­ra­do, Gum de ti­tu­lar após qua­se um ano sem jo­gar e Mar­cos Ju­ni­or, o Tri­co­lor te­ve du­as chan­ces — em bom­ba de Gus­ta­vo Scar­pa e chu­te de Mar­cos Ju­ni­or, am­bos de­fen­di­dos por Di­e­go Alves.

Só que o Fla­men­go, sem Gu­er­re­ro, Cuél­lar e com Rô­mu­lo no meio e Pa­rá na es­quer­da, pas­sou a do­mi­nar a partir dos 15 mi­nu­tos. Nu­ma sequên­cia de três lan­ces, o Ru­bro-Ne­gro qua­se mar­cou com Ever­ton Ri­bei­ro, Pa­que­tá e Ré­ver, que man­dou na tra­ve. E o Flu só vol­tou a as­sus­tar em ca­be­ça­da de Hen­ri­que Dou­ra­do que Di­e­go Alves es­pal­mou.

Na segunda eta­pa, o Tri­co­lor re­cu­ou mui­to, mas abriu o pla­car em con­tra-ata­que, aos se­te, com a in­crí­vel con­tri­bui­ção de Pa­rá, que foi cor­tar cru­za­men­to de Hen­ri­que Dou­ra­do e fez be­lo gol con­tra. Com a entrada de Gu­er­re­ro e Arão, o Fla­men­go acor­dou. O pe­ru­a­no qua­se mar­cou de ca­be­ça, e

o Ru­bro-Ne­gro pas­sou a pres­si­o­nar até che­gar ao em­pa­te com Ré­ver, aos 24, apro­vei­tan­do fa­lha de mar­ca­ção.

An­tes im­pa­ci­en­te, a tor­ci­da ru­bro-ne­gra se ani­mou. Só que o Fla­men­go não apro­vei­tou. Nos úl­ti­mos 15 mi­nu­tos, as du­as equi­pes de­sis­ti­ram da or­ga­ni­za­ção no meio e fo­ram pa­ra o tu­do ou nada.

O jo­go fi­cou aber­to e cor­ri­do, sem gran­des chan­ces. O Flu ten­tou pres­si­o­nar, che­gou mais ao ata­que, sem su­ces­so na fi­na­li­za­ção, en­quan­to o Fla se per­deu. No fim, os tri­co­lo­res aplau­di­ram sua equi­pe, en­quan­to os ru­bro-ne­gros pro­tes­ta­ram e cha­ma­ram o ti­me de sem-ver­go­nha.

ER­NES­TO CAR­RI­ÇO

Acom­pa­nha­do de per­to por Ju­an, Dou­ra­do não te­ve mui­tas chan­ces na par­ti­da

Após fa­zer um gol con­tra bi­zar­ro, Pa­rá re­ce­beo con­so­lo do go­lei­ro Di­e­go Alves

FO­TOS ER­NES­TO CAR­RI­ÇO

Após em­pa­tar em ca­be­ça­da no se­gun­do tem­po, Ré­ver fes­te­ja di­an­te da câ­me­ra de TV

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