O Dia

Valeu pela vaga

Diante de mais de 55 mil rubro-negros, Flamengo se enrola com a Ponte Preta, fica no empate sem gols, mas se garante nas quartas de final da Copa do Brasil. Próximo adversário será conhecido após um sorteio.

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Não foi a classifica­ção esperada, mas valeu a pena. Novamente sem uma grande atuação contra a Ponte Preta, o Flamengo pouco criou e não saiu do 0 a 0 no Maracanã cheio, sendo salvo pela trave no fim. Ainda assim, os torcedores saíram satisfeito­s com a vaga para as quartas de final da Copa do Brasil, já que na ida haviam vencido por 1 a 0. Agora, os rubro-negros conhecerão seu próximo adversário por sorteio.

Pelo terceiro jogo seguido Mauricio Barbieri repetiu a equipe. Apesar de artilheiro do time no ano, Henrique Dourado, assim como aconteceu contra o Internacio­nal, foi vaiado antes mesmo de a bola rolar. Os torcedores queriam Guerrero como titular. Mas foi com o Ceifador que o Flamengo jogou e sofreu demais para furar a bem postada defesa da Ponte Preta.

Assim, como no jogo de ida, o Rubro-Negro não fez boa apresentaç­ão e teve muitas dificuldad­es de criação. Paquetá, Everton Ribeiro e Vinicius Junior tentavam algumas triangulaç­ões ou jogadas individuai­s, sem muito sucesso, parando antes de entrar na área. Enquanto isso, Henrique Dourado pouco participav­a e não tinha chances de gol.

Na verdade, o Flamengo só foi levar perigo em um chute de Paquetá, aos 28 da primeira etapa, que o goleiro Ivan espalmou. Outra chance foi de Vinicius Junior, aos 37. E só, apesar da pressão. Menos mal que havia a vantagem do empate e a Ponte Preta pouco se lançou ao ataque. O único chute, aos 11, foi para fora.

Na volta do intervalo, o Flamengo até tentou pressionar, mas errou muito e a torcida começou a ficar impaciente. Os gritos por Guerrero começaram a ecoar antes mesmo de Henrique Dourado ser travado pela zaga em sua única finalizaçã­o. Até que, aos 16, o atacante peruano finalmente entrou no lugar do Ceifador.

Em outro jogo pela Copa do Brasil, o Corinthian­s venceu o Vitória por 3 a 1 e também se classifico­u para as quartas de final

Mas a mudança mais importante foi a saída do vaiado Geuvânio para a entrada de Jean Lucas.

O garoto da base deu mais velocidade ao time, que passou a ser mais perigoso. Guerrero, ainda sem ritmo, teve duas chances: na primeira chutou para fora e, na segunda, foi travado em contra-ataque em que entraria na cara do goleiro. Éverton Ribeiro ainda obrigou Ivan a espalmar belo chute. Mas a chance clara de gol foi da Ponte, aos 39. Felippe Cardoso chegou com facilidade, chutou cruzado e a bola bateu na trave, para o alívio dos mais de 55 mil rubro-negros no Maraca.

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