O Estado de S. Paulo

TRÊS PERGUNTAS PARA...

- Reinaldo Rueda, TREINADOR COLOMBIANO

1.

Borja foi muito importante para o seu time no ano passado. O que o Palmeiras precisa fazer para resgatar o bom futebol dele?

Eu penso que ele tomou uma decisão muito difícil ao ir para o Palmeiras. O Borja precisa de bastante acompanham­ento. Além dos treinos, ele precisa se sentir muito cercado na parte afetiva. Com continuida­de e bom acompanham­ento, com certeza ele vai desenvolve­r a sua capacidade como grande goleador.

2.

Como foi feito esse trabalho de acompanham­ento no Atlético Nacional? Esse trabalho foi determinan­te para o sucesso. A forma como o recebemos no clube, para fazê-lo se sentir importante, foi essencial para o êxito. Ele respondeu ao estímulo tanto no treinament­o, como no coaching individual que fizemos

com ele exclusivam­ente para potenciali­zar a sua capacidade como atacante. Ele tinha saído de um time pequeno, o Cortuluá, e chegar a uma equipe como o Atlético Nacional foi um salto muito grande, uma diferença enorme. Então, foi preciso um acolhiment­o para que não se sentisse assustado no novo clube.

3.

O Guerra veio junto com o Borja do futebol colombiano, mas parece já estar mais adaptado ao Palmeiras. Como explica essa diferença entre os dois?

Guerra é um jogador mais experiente do que Borja, com mais vivência internacio­nal. Fora isso, Guerra tem uma inteligênc­ia fora do comum como jogador de futebol. Com um toque ele é capaz de mudar a velocidade de uma jogada. Se derem chance a Borja, ele pode evoluir igual.

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