O Estado de S. Paulo

Ginastas reclamam do Comitê Olímpico

Atletas criticam omissão do órgão após pedido de demissão de três diretores da federação de ginástica dos EUA

-

A falta de investigaç­ão dos casos de abuso sexual envolvendo o ex-médico da Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics), Larry Nassar, foi o tema dominante na sessão de ontem do julgamento em Michigan, nos EUA. Mais 25 vítimas foram ouvidas.

O depoimento da ginasta Jessica Howard, campeã nacional de ginástica rítmica de 1999 e presente no Hall da Fama da Federação Americana de Ginástica, foi lido pela advogada. “A Federação Americana de Ginástica, a Universida­de de Michigan e o Comitê Olímpico permitiram que um predador em série passasse livremente sobre suas atletas”, criticou Howard.

A atleta Emily Morales condenou as entidades esportivas e fez um pedido para que a situação não se repita. “Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Federação de Ginástica, Universida­de: não deixem mais isso acontecer”, afirmou a ginasta.

Aly Raisman, capitã da seleção de ginástica nas últimas duas edições da Olimpíada e que depôs na semana passada, criticou a falta de mudança na postura da direção da USA Gymnastics, mesmo após três diretores pedirem demissão. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) foi alvo de críticas. “Muitas sobreviven­tes, e eu me incluo nesse grupo, acreditam que o USOC também é culpado. O comitê estava lá para ‘focar em ajudar as bravas sobreviven­tes?’ Não. Eles divulgaram um comunicado? Covardes”, escreveu Aly nas redes sociais.

Existe a expectativ­a de que a sentença de Larry Nassar saia hoje. Centenas de mulheres, entre elas Simone Biles, Gabby Douglas e McKayla Maroney (além de Aly Raisman), já prestarem depoimento.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil