O Estado de S. Paulo

Black Friday deve registrar alta de 10,5% nas vendas

Pesquisa aponta que calça masculina, micro-ondas, guarda-roupas e smartphone­s são produtos com maior chance de desconto efetivo

- / ANA LUIZA DE CARVALHO, DANIELA AMORIM, ÉRIKA MOTODA, FELIPE LAURENCE, FELIPE SIQUEIRA, SANDY OLIVEIRA E TALITA NASCIMENTO

O varejo deve movimentar R$ 3,67 bilhões em vendas na Black Friday deste ano, o maior faturament­o em uma década, calculou a Confederaç­ão Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmada a previsão, as vendas terão aumento de 10,5%, o que representa 6,8% a mais em relação ao ano passado, descontada a inflação do período.

Os produtos com as maiores chances de descontos efetivos são calças masculinas, fornos de micro-ondas, pulseiras smartbands, guarda-roupas e telefones celulares ou smartphone­s, porque são itens que registrara­m a menor elevação de preços nos últimos 40 dias de pesquisa da CNC – encerrada no último dia 15. Para chegar ao resultado, foram coletados diariament­e mais de dois mil preços em sites de busca.

Os eletroelet­rônicos e itens de utilidades domésticas deverão ser os destaques, com R$ 929,4 milhões em vendas no período de liquidaçõe­s, seguidos pelos ramos de hiper e supermerca­dos (R$ 899,3 milhões) e de móveis e eletrodomé­sticos (R$ 845,5 milhões).

Segundo um levantamen­to da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 89% dos entrevista­dos estavam dispostos a gastar mais dinheiro neste ano do que na edição de 2018. O tíquete médio também subiu: a intenção média de gastos é de R$ 1.334, quase R$ 50 a mais que em 2018 (R$ 1.283). Adesão. O aumento da adesão de consumidor­es à data se deve a um conjunto de fatores, segundo especialis­tas. O cenário econômico – com a Selic a 5% ao ano, saques do FGTS e o início da retomada do emprego – e a consolidaç­ão do conceito de Black Friday no País são alguns deles. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, berço do evento, no Brasil, a data comercial surgiu como um evento estritamen­te online e agora se firma no varejo tradiciona­l. A intenção de compra somente na internet caiu de 52% em 2018 para 38% em 2019, segundo pesquisa do Google.

Alguns fatores contribuem para a intenção de ida às lojas físicas: preço do frete, maior segurança na transação, menor chance de fraudes e a possibilid­ade de sair com o produto na hora da compra.

Uma das tendências da Black Friday deste ano, apontada por analistas, é a populariza­ção do chamado omnichanne­l. “O consumidor pode comprar alguma coisa online e retirar na loja, ou eventualme­nte passar pela loja, testar um produto e comprar online”, diz Albert Deweik, CEO da NeoAssist.

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Apetite. Consumidor­es estão dispostos a gastar R$ 1.334 na Black Friday, mostra pesquisa

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