Mais subs­tân­ci­as ti­das co­mo can­ce­rí­ge­nas

Foi alar­ga­da lis­ta de pro­du­tos quí­mi­cos re­co­nhe­ci­dos co­mo pe­ri­go­sos pa­ra uma sé­rie de profissões.

Destak - - ATUALIDADE - JOÃO MO­NIZ jmo­niz@des­tak.pt

OPar­la­men­to Eu­ro­peu e o Con­se­lho Eu­ro­peu che­ga­ram a acor­do pa­ra acei­tar a pro­pos­ta da Co­mis­são Eu­ro­peia de alar­gar a Di­re­ti­va Agen­tes Can­ce­rí­ge­nos e Mu­ta­gé­ni­cos, que pas­sa a ter mais oi­to subs­tân­ci­as quí­mi­cas can­ce­rí­ge­nas, in­cluin­do os ga­ses de es­ca­pe de mo­to­res a di­e­sel.

«Mais de 20 mi­lhões de tra­ba­lha­do­res na Eu­ro­pa fi­ca­rão mais bem pro­te­gi­dos. Mui­to par­ti­cu­lar­men­te, se­rão be­ne­fi­ci­a­dos os tra­ba­lha­do­res das in­dús­tri­as quí­mi­ca, me­ta­lúr­gi­ca e au­to­mó­vel, os mo­to­ris­tas pro­fis­si­o­nais, os tra­ba­lha­do­res da cons­tru­ção ci­vil e os tra­ba­lha­do­res por­tuá­ri­os e de ar­ma­zém», es­pe­ci­fi­cou a co­mis­sá­ria res­pon­sá­vel pe­lo Em­pre­go, As­sun­tos So­ci­ais, Com­pe­tên­ci­as e Mobilidade dos Tra­ba­lha­do­res.

Re­pre­sen­tan­do 52% das mor­tes li­ga­das à ati­vi­da­de pro­fis­si­o­nal, o can­cro con­ti­nua a ser a prin­ci­pal cau­sa de mor­te no tra­ba­lho. A Co­mis­são Eu­ro­peia es­pe­ra, com a rá­pi­da ado­ção do acor­do, «pre­ve­nir mais de 100 mil mor­tes de can­cro nos pró­xi­mos 50 anos».

Na maioria dos Es­ta­dos-mem­bros já vi­go­ram li­mi­tes de ex­po­si­ção a vá­ri­as subs­tân­ci­as can­ce­rí­ge­nas, mas al­guns paí­ses são me­nos ri­go­ro­sos nas exi­gên­ci­as. Is­so im­pli­ca que nem to­dos os tra­ba­lha­do­res da UE es­tão igual­men­te pro­te­gi­dos, mas tam­bém que, no mer­ca­do úni­co, nem to­das as em­pre­sas ope­ram em con­di­ções de con­cor­rên­cia equi­ta­ti­vas.

Tra­ba­lha­do­res da cons­tru­ção ci­vil es­tão en­tre os que se­rão be­ne­fi­ci­a­dos

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