A MYS­TE­RI­OUS CHAM­PION...

GOLFE - - OPEN PORTUGAL -

The Por­tu­gal Open, like any great world com­pe­ti­tion, has many sto­ries in its over fifty years old cur­ricu­lum, some nice other some­what less so. For in­stance, few know the “story” on the 1975 win­ner, wor­thy of a film. In the midst of a rev­o­lu­tion­ary process, Pen­ina re­ceived the Por­tu­gal Open, and the name of the win­ner quickly en­tered the “sto­ries” list, due to its amaz­ing script, from his en­rol­ment in the tour­na­ment to the end of his days, as just a few months later he was ex­e­cuted in the elec­tri­cal chair of a Cal­i­for­nia prison. The win­ner of the 1975 Por­tu­gal Open was an Amer­i­can named H Un­der­wood. Un­til now, the only Amer­i­can to win the tour­na­ment. But still to­day there are some doubts as to its true iden­tity. He won, then, with an ag­gre­gate of 292 strokes, a new record for the course now known as the Sir Henry Cot­ton. Lit­tle is known of this pro­fes­sional, but the ba­sics are enough to de­fine his per­son­al­ity. Un­der­wood served as a soldier in the Viet­nam war, and vis­ited Europe af­ter com­plet­ing his tour. Re­turn­ing to the United Sates, he stopped over in Lis­bon, and learn­ing of the Open to be played at the Pen­ina he en­rolled as a pro­fes­sional. The Amer­i­can ar­rived at the Pen­ina, who had just gone through the dif­fi­cult stage as the seat of the Alvor Sum­mit (An­gola de­col­o­niza­tion), with noth­ing, just a few clothes in a bag. He set him­self up in the ho­tel, and all his equip­ment was ac­quired in the ho­tel shop, then run by Henry Cot­ton. He bought clubs, bag, balls, shoes, clothes and put ev­ery­thing in his room bill, as a ho­tel guests and an Open player. Af­ter the end of the Open, the Amer­i­can re­ceived the tro­phy and the prize money, he dined, drunk and feasted the tri­umph in the ho­tel, without lim­its. All on the room bill. But the next morn­ing the cham­pion es­caped from the ho­tel, without be­ing noted, tak­ing all his ac­qui­si­tions with him – in­clud­ing the golf set. The bill still to be set­tled – all the equip­ment, clothes, and one week of ho­tel with full board. When the “es­cape” was fi­nally no­ticed, the au­thor­i­ties were alerted, with his ar­rest be­ing at­tempted at the bor­der or the air­port. But it was al­ready too late. The Amer­i­can had re­turned home. “Still to­day I have many doubts as to his real name”, said the then re­spon­si­ble for Pen­ina, smil­ing with the mem­o­ries of the dal­liances of the Amer­i­can, the for­mer Viet­nam soldier.

OOpen de Por­tu­gal, como qual­quer grande com­petição mun­dial, tem muitas “histórias” no seu cur­rículo de mais de meio século, umas boas out­ras nem tanto. Por ex­em­plo, poucos sabem a “história” so­bre o vence­dor do Open de Por­tu­gal de 1975, digna de um filme. Em pleno PREC, a Pen­ina re­ce­beu o Open de Por­tu­gal e o nome do seu vence­dor de­pressa pas­sou à história, pelo ex­traordinário enredo que pro­por­cionou, desde a sua in­scrição na prova até ao fi­nal dos seus dias, já que ape­nas al­guns meses de­pois, terá sido ex­e­cu­tado na cadeira elétrica de uma prisão da Cal­ifór­nia. O vence­dor do Open de Por­tu­gal de 1975 foi o norte-amer­i­cano H. Un­der­wood. Até hoje o único norte-amer­i­cano a gan­har o torneio. Mas ainda hoje per­siste al­gu­mas ret­icên­cias so­bre a sua ver­dadeira iden­ti­dade. Gan­hou en­tão com o agre­gado de 292 pan­cadas, que foi na época o recorde do per­curso hoje con­hecido como Sir Henry Cot­ton. Sabe-se pouco deste profis­sional, mas o essen­cial dá para definir a sua per­son­al­i­dade. Un­der­wood es­teve como mil­i­tar na guerra do Viet­name e veio para a Europa ao ter­mi­nar a sua comis­são. Ao de­cidir re­gres­sar aos EUA fez es­cala em Lis­boa, que vivia ainda no clima pós-rev­olução de Abril, e ao ter con­hec­i­mento da re­al­iza­ção do Open na Pen­ina in­screveu-se na prova como profis­sional. O norte-amer­i­cano chegou à Pen­ina, que tinha acabado de pas­sar pela difí­cil fase de sede das ne­go­ci­ações da céle­bre Cimeira do Alvor (de­s­col­o­niza­ção de An­gola) sem nada, ape­nas com al­guma roupa num saco. In­stalouse no ho­tel e todo o ma­te­rial de golfe foi adquirido na loja do ho­tel, en­tão gerida por Henry Cot­ton. Com­prou ferros, saco, bo­las, sap­atos, roupas e man­dou por tudo na sua conta, como hós­pede do ho­tel e con­cor­rente ao Open. Ter­mi­nado o Open, o norte-amer­i­cano re­ce­beu o troféu e o prémio mon­etário cor­re­spon­dente, jan­tou, be­beu bem e fes­te­jou o tri­unfo no ho­tel, sem lim­i­tação nos gas­tos. Era tudo para a conta. Mas na madru­gada seguinte e sem que nada o fizesse pr­e­ver, o campeão fugiu do ho­tel sem ser no­tado e levando con­seguido to­das as com­pras, in­cluindo o “set” de golfe. Por sal­dar fi­cou a conta – todo o ma­te­rial, roupas, uma se­m­ana de ho­tel com pen­são com­pleta. Quando de­ram pela “fuga” e pela tramóia foi dado o alerta às au­tori­dades, ten­tando a sua de­tenção na fron­teira ou nos aero­por­tos. Mas já era tarde. O norte-amer­i­cano tinha já par­tido para a sua terra. “Ainda hoje tenho muitas dúvi­das so­bre o ver­dadeiro nome dele”, disse um en­tão re­spon­sável pela Pen­ina, recor­dando com hu­mor as peripé­cias do norte-amer­i­cano, ex-com­bat­ente no Viet­name.

Sir Henry Cot­ton, 1970.

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