Me­mó­ria de um go­lo inesquecível apon­ta­do por Hulk

Record (Portugal) - - CLÁSSICO SPORTING -

Na mes­ma tem­po­ra­da em que saiu vi­to­ri­o­so de Al­va­la­de, o FC Por­to re­gres­sou ao re­du­to le­o­ni­no um mês depois, ago­ra em par­ti­da a con­tar pa­ra a Ta­ça de Por­tu­gal (9 de no­vem­bro). “Des­se jo­go lem­bro-me da­que­le fa­bu­lo­so go­lo do Hulk, quan­do pe­gou na bo­la à saí­da da área e foi por ali fora, com o Ro­chem­backàs cos­tas, até dis­pa­rar um ti­ro es­pe­ta­cu­lar, fu­zi­lan­do o Rui Pa­trí­cio”, diz com ad­mi­ra­ção pe­lo avan­ça­do bra­si­lei­ro –“é da­que­les go­los ines­que­cí­veis pa­ra quem o viu”. O du­e­lo aca­bou em­pa­ta­do (1-1) e foi de­ci­di­do na mar­ca­ção de pe­nál­tis. “O Lu­cho foi o pri­mei­ro a mar­car e ati­rou à bar­ra mas o Helton de­fen­deu por du­as ve­zes e deu-nos a vi­tó­ria”, es­pe­ci­fi­cou. Atí­tu­lo de cu­ri­o­si­da­de, di­ga­se que o pe­nál­ti de­ci­si­vo foi des­per­di­ça­do por Abel Pe­rei­ra, atu­al trei­na­dor do Sp. Bra­ga. Jo­go com pou­ca his­tó­ria, sem gran­des mo­ti­vos de in­te­res­se, nu­ma al­tu­ra da épo­ca em que o Spor­ting­já estava em que­bra e o FC Por­to ain­da não ar­ran­ca­ra pa­ra o tí­tu­lo que iria

A vi­tó­ria leonina foi cons­truí­da com um go­lo de Sli­ma­ni (52’), na noi­te em que Helton so­freu gra­ve le­são no ten­dão de Aqui­les que lhe apres­sou o fi­nal da car­rei­ra. Le­o­nar­do

O pri­mei­ro clás­si­co de Jorge Je­sus em Al­va­la­de com o ri­val foi ca­te­gó­ri­co na ex­pres­são da su­pe­ri­o­ri­da­de leonina – pou­co depois, Lo­pe­te­gui se­ria des­ti­tuí­do do car­go. con­quis­tar. O re­sul­ta­do dei­xou os leões em si­tu­a­ção mui­to com­pli­ca­da na ta­be­la, en­quan­to o FC Por­to pas­sou in­có­lu­me um dos prin­ci­pais obs­tá­cu­los na lu­ta pe­lo pri­mei­ro lu­gar. Jar­dim sus­ten­ta­va com uma vi­tó­ria in­dis­cu­tí­vel no gran­de clás­si­co (ape­sar de mí­ni­ma) a can­di­da­tu­ra ao tí­tu­lo que, no fim, per­de­ria pa­ra o Ben­fi­ca de Jorge Je­sus. O he­rói da noi­te foi Sli­ma­ni, que apon­tou os dois go­los da vi­tó­ria, mos­tran­do que os verdes e bran­cos eram equi­pa em es­ta­do de gra­ça, a jo­gar um futebol es­pe­ta­cu­lar.

O úl­ti­mo trei­na­dor por­tis­ta a ven­cer em Al­va­la­de tam­bém con­tri­buiu, co­mo leão, pa­ra o je­jum por­tis­ta. Na épo­ca leonina de to­dos hor­ro­res (7.º lu­gar na Liga), Jesualdo ar- O clás­si­co sur­giu ce­do no ca­len­dá­rio, lo­go à 3.ª jor­na­da, fun­ci­o­nan­do co­mo pon­to da si­tu­a­ção re­la­ti­va­men­te às ex­pec­ta­ti­vas das du­as equi­pas. O Spor­ting ven­ceu, com ran­jou for­ma de tra­var o cam­peão, com uma gran­de surpresa: a co­lo­ca­ção de Eric Di­er no meio-cam­po, po­si­ção que ain­da hoje ocu­pa no Tot­te­nham e na se­le­ção in­gle­sa. go­los de Sli­ma­ni (úl­ti­mo en­con­tro pe­lo clu­be) e Gelson, que res­pon­de­ram à van­ta­gem con­se­gui­da por Fe­li­pe, num ti­ro vi­to­ri­o­so lo­go aos 8 mi­nu­tos.

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