PRESIDENTES JUN­TOS NA TRIBUNA DE HONRA

Bru­no de Car­va­lho e Pin­to da Cos­ta vão as­sis­tir la­do a la­do ao clás­si­co. Uma no­va era

Record (Portugal) - - SPORTING - BER­NAR­DO RI­BEI­RO E VÍ­TOR AL­MEI­DA GON­ÇAL­VES

Vem aí um no­vo ca­pí­tu­lo na his­tó­ria das re­la­ções ins­ti­tu­ci­o­nais en­tre Spor­ting e FC Por­to. Se, até ago­ra, a re­a­pro­xi­ma­ção tem si­do mais no­ta­da nas es­tra­té­gi­as de co­mu­ni­ca­ção e per­so­ni­fi­ca­da em Nu­no Sa­rai­va e Fran­cis­co J. Mar­ques, a par­tir de ama­nhã ha­ve­rá ou­tro fac­to a dar tes­te­mu­nho e de cer­ta for­ma a le­gi­ti­mar es­sa re­a­li­da­de, quan­do Bru­no de Car­va­lho e Jorge Nu­no Pin­to da Cos­ta se sen­ta­rem la­do a la­do pa­ra as­sis­tir ao clás­si­co. A de­ci­são de jun­tar os presidentes na tribuna de honra do Es­tá­dio de Al­va­la­de foi to­ma­da ontem e re­sul­tou de con­tac­tos en­tre as du­as es­tru­tu­ras. Na prá­ti­ca, e ape­sar do sim­bo­lis­mo (e for­ça) do ato, tra­ta-se de pros­se­guir com a nor­ma­li­za­ção que foi anun­ci­a­da em maio, depois de um afas­ta­men­to que se pro­lon­gou por qua­se qua­tro anos, ou se­ja, por to­do o pri­mei­ro man­da­to de Bru­no de Car­va­lho. Fo­ram, de res­to, os leões a avan­çar com o di­vór­cio, de­vi­do a um in­ci­den­te que en­vol­veu BdC e Ade­li­no Cal­dei­ra, à mar­gem de um jo­go de an­de­bol, em Ta­vi­ra, em ju­nho de 2013. O di­fe­ren­do foi lon­go e ali­men­ta­do por epi­só­di­os po­lé­mi­cos mas na pri­mei­ra me­ta­de des­te ano co­me­ça­ram a ser en­con­tra­dos pon­tos de con­ver­gên­cia, em prol da “pa­ci­fi­ca­ção do des­por­to por­tu­guês”, e ten­do o Ben­fi­ca co­mo elo co­mum (não por aca­so, o úni­co par­cei­ro da Liga com o qual nem Spor­ting nem FC Por­to man­têm re­la­ções de mo­men­to). As cla­ques ile­gais e a im­ple­men­ta­ção do ví­deo-árbitro fo­ram dos­si­ês de in­te­res­se par­ti­lha­do que abri­ram ca­mi­nho às pa­zes, se­la­das após uma tro­ca de cor­res­pon­dên­cia de Bru­no de Car­va­lho com Pin­to da Cos­ta. Por- que ha­via si­do o Spor­ting a as­su­mir a ru­tu­ra, foi tam­bém o em­ble­ma ver­de e bran­co o pri­mei­ro a ofi­ci­a­li­zar es­ta von­ta­de de re­a­pro­xi­ma­ção, de ime­di­a­to con­fir­ma­da pe­lo FC Por­to. O clás­si­co des­te do­min­go se­rá o pri­mei­ro des­de que o con­tac­to ins­ti­tu­ci­o­nal foi res­ta­be­le­ci­do. Os di­ri­gen­tes dos dragões te­ri­am sem­pre di­rei­to a lu­ga­res na tribuna, ao abri­go dos re­gu­la­men­tos, mas os res­pon­sá­veis de am­bos os clu­bes con­si­de­ram ha­ver con­di­ções pa­ra que BdC e PC pos­sam ocu­par os res­pe­ti­vos lu­ga­res pre­si­den­ci­ais na pri­mei­ra fi­la, a ver o jo­go que de­ci­di­rá a li­de­ran­ça da Liga. *

PA­ZES. Re­a­pro­xi­ma­ção te­ve iní­cio em abril, co­mo Re­cord no­ti­ci­ou

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