“Que­ro ir mais lon­ge”

PIN­TO DA COS­TA E AN­TE­RO AB­SOL­VI­DOS

Record (Portugal) - - PRIMEIRA PÁGINA - NUNO BAR­BO­SA

Vítor Pe­rei­ra foi bi­cam­peão no FC Porto, en­tre 2011 e 2013, mas nem ele lo­grou do­brar a 11ª jor­na­da do cam­pe­o­na­to co­mo lí­der iso­la­do da ta­be­la clas­si­fi­ca­ti­va e, si­mul­ta­ne­a­men­te, com o me­lhor ata­que e a me­lhor de­fe­sa da pro­va. Pa­ra en­con­trar fei­to igual ao des­te dra­gão de Sér­gio Con­cei­ção é pre­ci­so re­cu­ar até 2010/11, épo­ca de to­das as con­quis­tas, com An­dré Vil­las-Bo­as no co­man­do téc­ni­co.

Nes­sa al­tu­ra, co­mo ago­ra, o FC Porto so­ma­va 31 pon­tos (10 vi­tó­ri­as e um em­pa­te) e os mes­mos qua­tro go­los so­fri­dos. No en­tan­to, a equi­pa de Vil­las-Bo­as se­guia com 10 pon­tos à mai­or so­bre o 2º clas­si­fi­ca­do (V. Gui­ma­rães), en­quan­to a atu­al tem ape­nas qua­tro de van­ta­gem so­bre o vi­ce-lí­der (Spor­ting). A fa­vor do co­le­ti­vo de Sér­gio Con­cei­ção es­tão os go­los mar­ca­dos: são 30 contra os 27 que le­va­va o de An­dré Vil­las-Bo­as.

E é pre­ci­sa­men­te aí que re­si­de um dos prin­ci­pais trun­fos des­te FC Porto que se­gue ex­tre­ma­men­te só­li­do na Li­ga NOS. Sér­gio Con­cei­ção cor­tou com o pas­sa­do re­cen­te de qua­se de ob­ses­são por um es­ti­lo de jo­go com pos­se de bo­la e trans­for­mou a equi­pa numa má­qui­na de ata­que, sem­pre com tra­ção à fren­te. Os re­sul­ta­dos es­tão à vis­ta... Pa­ra­le­la­men­te, o que mais im­pres­si­o­na pe­la po­si­ti­va é a for­ma co­mo Sér­gio con­se­guiu de­vol­ver a con­fi­an­ça aos jogadores, após qua­tro anos sem qu­al­quer tí­tu­lo con­quis­ta­do. A pro­va dis­so es­tá nas cin­co jor­na­das que o FC Porto já le­va co­mo lí­der iso­la­do da Li­ga NOS, fa­tor es­se que re­sul­ta de uma fi­bra que não se viu na equi­pa nos anos an­te­ri­o­res.

No­te-se a tí­tu­lo de exem­plo que Nuno Es­pí­ri­to San­to nun­ca che­gou, no FC Porto, a li­de­rar a classificação de for­ma iso­la­da. Aliás, o úl­ti­mo trei­na­dor por­tis­ta que al­can­çou es­se fei­to foi Ju­len Lo­pe­te­gui, ape­nas e só na 14ª jor­na­da da tem­po­ra­da de 2015/16. Na ron­da se­guin­te, os azuis e bran­cos fo­ram per­der a Al­va­la­de, fren­te ao Spor­ting, e só vol­ta­ram a es­tar so­zi­nhos no to­po da classificação com Sér­gio Con­cei­ção.

Is­so também é de­mons­tra­ti­vo da con­fi­an­ça que o atu­al trei­na­dor in­cu­tiu na equi­pa. Re­cor­de-se que, tan­to com Lo­pe­te­gui, co­mo com Nuno Es­pí­ri­to San­to, o FC Porto te­ve vá­ri­as opor­tu­ni­da­des de se che­gar à fren­te da classificação, mas nes­ses mo­men­tos clau­di­cou sem­pre e fa­lhou o ob­je­ti­vo. Com Sér­gio a his­tó­ria é ou­tra. *

DES­DE 2010/11 QUE O FC PORTO NÃO ALIAVA O 1º LU­GAR DA LI­GA AOS ME­LHO­RES ATA­QUE E DE­FE­SA DA PRO­VA À 11ª RON­DA

FUGAZ Com Lo­pe­te­gui, o FC Porto foi lí­der iso­la­do por uma jor­na­da, ten­do per­di­do o lu­gar após uma der­ro­ta em Al­va­la­de, contra o Spor­ting, por 2-0.

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