À es­pe­ra do milagre

in­ter­na­do três di­as para tra­ta­men­tos Sal­va­dor

TV Guia - - A Escaldar - TEX­TO ISA­BEL LARANJO FO­TOS LI­LI­A­NA PE­REI­RA, IVO RAINHO PE­REI­RA, COFINA ME­DIA E INS­TA­GRAM

O can­tor te­ve al­ta na quar­ta-fei­ra, 13. A TV Guia apu­rou que fez tra­ta­men­tos de­vi­do à re­ten­ção de lí­qui­dos pro­vo­ca­da pe­lo mau fun­ci­o­na­men­to car­día­co e re­nal. Ainda sem co­ra­ção para ser trans­plan­ta­do, es­pe­ra em ca­sa. Na vi­zi­nhan­ça, to­dos o ado­ram e re­ve­lam que es­tá se­re­no, mes­mo nes­ta fa­se da sua vi­da

Deu um úl­ti­mo con­cer­to an­tes de re­ti­rar-se, na sex­ta-fei­ra, 8 de Se­tem­bro, nos jar­dins do Ca­si­no Es­to­ril. Emo­ci­o­nou-se, pe­ran­te uma pla­teia que lhe ace­na­va com ba­lões em for­ma­to de co­ra­ção, bran­cos. E cho­rou em di­ver­sas oca­siões. De for­ma ainda mais emo­ti­va quan­do can­ta­va Amar pe­los Dois ao la­do da ir­mã, Luísa So­bral, que não era suposto ter su­bi­do a pal­co mas quis sur­pre­en­dê-lo. Os ir­mãos So­bral en­vol­ve­ram-se num abra­ço ter­no en­quan­to o pú­bli­co os apoi­a­va, am­pa­ran­do-lhes as lá­gri­mas ao en­to­ar o te­ma que ven­ceu a Eu­ro­vi­são, en­quan­to Sal­va­dor se re­com­pu­nha.

En­tre­tan­to, Sal­va­dor So­bral deu en­tra­da no hos­pi­tal de San­ta Cruz, em Car­na­xi­de, Oei­ras. O jo­vem es­te­ve in­ter­na­do no pi­so de ci­rur­gia car­dio-to­rá­xi­ca mas ainda não foi para re­ce­ber o tão aguar­da­do trans­plan­te car­día­co, que de­ve­rá sal­var-lhe a vi­da e li­vrá-lo de mais so­bres­sal­tos. A TV Guia sa­be que man­te­ve sem­pre a boa-dis­po­si­ção, pe­ran­te to­da a equi­pa médica, de en­fer­ma­gem e au­xi­li­a­res. Ainda as­sim, pau­tou-se, co­mo é seu apa­ná­gio, pe­la dis­cri­ção. Sal­va­dor não gos­ta que fa­lem de­le. “Ele, na ideia de­le, não con­se­gue con­ven­cer-se que é fa­mo­so”, ex­pli­ca Fi­lo­me­na Pa­che­co, 50 anos, a sua ca­be­lei­rei­ra. “Ele nem ima­gi­na­va, an­tes de vi­a­jar, que ia ga­nhar a Eu­ro­vi­são. E, de­pois de ter ga­nho, an­da­va aí pe­la rua mas não mu­dou, em na­da, a ati­tu­de de­le. O Sal­va­dor é sem­pre o mes­mo miú­do qu­e­ri­do. É um miú­do doce, é ale­gre. Quan­do se fa­la com ele sente-se mes­mo que é mei­gui­nho”, con­ti­nua a ca­be­lei­rei­ra, que tem um fi­lho sen­si­vel­men­te da mes­ma ida­de de Sal­va­dor. “Es­ta si­tu­a­ção é com­pli­ca­da, por­que po­de acon­te­cer com qual­quer pes­soa. Nin­guém es­tá li­vre de fi­car do­en­te. Mas o Sal­va­dor ainda vai dar mui­tos con­cer­tos e ser mui­to fe­liz! Cla­ro que vai ha­ver um co­ra­ção para ele e o Sal­va­dor vai fi­car bem”.

CAN­TOR ATÉ DI­TA MODAS

Sal­va­dor So­bral é cli­en­te re­gu­lar de Fi­lo­me­na. Po­rém, “não é mi­ni­ma­men­te vai­do­so. Vem cor­tar o ca­be­lo por­que tem de ser. Mas não vem a to­da a ho­ra”. Sal­va­dor So­bral “é sim­pá­ti­co para quem fa­la com ele mas a mai­or par­te das pes­so­as, quan­do se de­pa­ra com ele, pe­lo me­nos aqui, nem o co­nhe­ce lo­go. Lá es­tá, ele não é ve­de­ta, é um miú­do sim­ples e nor­ma­lís­si­mo”. Só não gos­ta de sel­fi­es. “Pe­dem-lhe mui­to e ele até é ca­paz de ti­rar, mas mui­to ra­ra­men­te. E pe­de sem­pre para não po­rem na­da de­le no Fa­ce­bo­ok”.

Cer­to é que Sal­va­dor So­bral é, de fac­to, fa­mo­so. Não só na bair­ro tí­pi­co de Lis­boa on­de mo­ra, mas em to­do o país e até além fron­tei­ras. Re­cor­de-se que o te­ma Amar pe­los Dois, por exem­plo, vai ser adap­ta­do para o ge­né­ri­co da te­le­no­ve­la da Glo­bo Tem­po de Amar, com Bru­no Ca­bre­ri­zo no prin­ci­pal pa­pel. E até há cli­en­tes que fazem um pe­di­do mui­to

A bar­ri­ga pro­e­mi­nen­te de Sal­va­dor So­bral de­ve-se à re­ten­ção de

lí­qui­dos, con­sequên­cia da sua do­en­ça

car­día­ca.

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