GOUCHA CON­TRA DANIEL

TV Guia - - Protagonista -

1. Cha­ma-se Câ­ma­ra Ex­clu­si­va, pas­sa na TVI aos sá­ba­dos, a se­guir ao Jor­nal da Uma, e mos­tra, aci­ma de tu­do, os bas­ti­do­res dos pro­gra­mas e das no­ve­las da es­ta­ção de Qu­e­luz de Baixo. Com Mar­ta An­dri­no a fa­zer o seu ca­mi­nho – em­bo­ra pre­ci­se de ar­ris­car mais, aos 30 anos –, gos­to de Mó­ni­ca Jar­dim, que bri­lha em qual­quer pal­co, não gos­to de Pim­pi­nha Jar­dim, que chei­ra a for­ça­do em tu­do o que faz. O magazine so­ci­al cres­ceu e, por is­so, dei­xou, e bem, a TVI Fic­ção. Vis­to por meio mi­lhão de es­pec­ta­do­res, ho­je, não su­pe­ra, po­rém, o ri­val da SIC, Al­ta De­fi­ni­ção, mes­mo quando es­te for­ma­to con­ti­nua a ser igual há no­ve anos. Sem ad­ver­sá­rio à al­tu­ra, Daniel Oli­vei­ra po­de – ima­gi­ne, ca­ro lei­tor – dar-se ao lu­xo de en­tre­vis­tar a mu­lher na vés­pe­ra do ca­sa­men­to e fa­zer as mes­mas per­gun­tas aos seus con­vi­da­dos, se­ma­na após se­ma­na, até à exaus­tão – e não es­tou a fa­lar da cé­le­bre “o que di­zem os seus olhos?” – que a vi­tó­ria é cer­ta.

O que fa­zer, en­tão? Pa­ra a TVI ven­cer fi­nal­men­te nes­te ho­rá­rio, um dos pou­cos on­de a es­ta­ção, que é lí­der de au­di­ên­ci­as há 12 anos, per­de pa­ra a con­cor­rên­cia, bas­ta­va dar um pro­gra­ma de en­tre­vis­tas a Ma­nu­el Luís Goucha. Ho­mem cul­to, edu­ca­do, sim­pá­ti­co e em­pá­ti­co, ex­ce­len­te con­ver­sa­dor, é ca­paz de ex­trair dos seus con­vi­da­dos o me­lhor que têm pa­ra dar. Aqui­lo que vi­mos em Mu­lhe­res da Mi­nha Vi­da e De Ho­mem pa­ra Ho­mem, na TVI24, em 2010, são ape­nas du­as amos­tras do que o apre­sen­ta­dor

(de su­ces­so) po­de fa­zer. O Câ­ma­ra Ex­clu­si­va? Man­ti­nha-o na gre­lha, sim, só ar­ran­ca­va era uma hora mais tar­de, às 15:00, pre­ci­sa­men­te a mes­ma de E-Es­pe­ci­al, na SIC.

2. A In­for­ma­ção da TVI dá a sen­sa­ção, al­gu­mas ve­zes, de an­dar à de­ri­va. O úl­ti­mo exem­plo diz res­pei­to à to­ma­da de pos­se dos no­vos se­cre­tá­ri­os de Es­ta­do no sá­ba­do, dia 21, com a es­ta­ção a avan­çar que o pri­mei­ro-mi­nis­tro, An­tó­nio Cos­ta, não es­ta­va na ce­ri­mó­nia. Co­mo é pos­sí­vel, ca­ro Sér­gio Fi­guei­re­do?

A re­vo­lu­ção que se avi­zi­nha nos pró­xi­mos me­ses em Qu­e­luz de Baixo, com a ven­da à Al­ti­ce, que po­de fa­zer cair mui­ta gen­te im­por­tan­te e fa­zer re­gres­sar ou­tra gen­te im­por­tan­te, é a ra­zão prin­ci­pal pa­ra tan­tos er­ros (gra­ves) co­me­ti­dos?

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